SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

sábado, 26 de novembro de 2011

Cineósofo ou Lembrança do Bom Fim


Você me chamou pra dançar aquele dia                             
E me pediu pra te ensinar (REBOBINE)
Mas como te ensinar eu poderia?
Se você sabe dançar! (REW)

Você me chamou pra dançar aquele dia
Mas como eu vou te chamar?
Cada frase que eu soltava, você ria
Isso encheu meu coração de alegria
Em cada passo no compasso dessa dança
Caminhava a esperança.(PAUSE. APOSENTE O PLAY)


Corria o tempo e ao invés das horas
Você me contava as suas histórias.
Era um cineasta da sinestesia
Que viajava numa van, filosofia,
E o pensamento seqüestrava...

Então - se não me falha a memória-
Olhos nos olhos
De cara a coroa fez-se o carinho
Distraída, nem vi a banda sair do tom
O vermelho da boca me fugia
Enquanto você me tirava o batom!

Você me chamou pra dançar aquele dia,
Pra de noite me beijar.
Mas você não é daqui, é da Bahia!
E como eu vou te amar?! 

domingo, 20 de novembro de 2011

O coral



Ela tem pés de bailarina.
Ele tem pés no chão.
Ela é leveza flutuando em mergulhos.
Ele é a mão impedindo de se pedir a mão.
E a mão que pede perdão,
impedindo de se despedir da mão.
Peixe e aquário.Tão ímpares, são também par.
E juntos, um no outro se aprofundam.
Porque um dia ouviram falar
Que debaixo d’água tudo é menos superficial.

sábado, 5 de novembro de 2011

Livros, radicais livres

Livros, livros, radicais livres. Ás vezes fluindo junto a pré ou su-fixos, litros de letras circulam livremente por essa corrente sanguínea. Venenosos, quiçá roubem meus vasos para, nessas veias, regarem rosas vermelhas. Ou não, talvez só  arranquem sujeiras daninhas. O fato é que, envoltos em tubos, adentram as quatro paredes desse quarto e, sem titubear, se pregam à minha intimidade.

Livros, livros, radicais livres, enquanto uns vão, outros voltam. O montante não se amontoa, se desprende. É arrastado. Auto-explodido.Traídos pelos extremistas, fundamentalistas, literais se livram até serem dissuadidos por uma bomba atômica. Em outras palavras, até serem presos por este coração - que bate e bate;  bate bate; batbat, btbt...

Bate a porta da aorta para ver se é recebido por alguém, ingênuo o suficiente, carente demais para permitir que grupos de radicais foragidos se sentem à mesa e, com todo o sentimento, sejam convidados a desfrutar a horta da casa da arte.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

3x4= alfabeto

Tanto a escrita quanto a fotografia têm o mesmo propósito: 
Aprisionar o momento 
dentro de um suspiro de memória.



APRECIEM SEM MODERAÇÃO!