Olhar penetrante me traz um ar curioso, uma brisa travessa um tanto cobiçosa, um vendaval de expectativas – que eu sei que disso não soprará.
Mesmo assim é alucinante, o fascínio de ser correspondida – ou de corresponder- a um olhar penetrante. Em frações de segundos surgem horas de pensamentos. Parece que através dessa simples justificativa superficialmente desproposital o teu olhar é levado a cruzar uma Fernandes Lima movimentada, perigosa, repleta de carros velozes e furiosos prestes a te atropelar pelas ultrapassagens e encontrar o pote no fim do arco-íris, ou o olhar no outro lado da rua, o meu.
Durante esse breve momento em que olhos – quase- não prestam atenção às palavras, mil idéias bem ou mal(iciosamente) intencionadas percorrem estradas e pontes de impulsos nervosos, ansiosos inquietos, vibrantes a tocar ainda mais as cordas do relógio da bomba interior. A a partir daquele encontro o pulsar tiquetaquante prepara-se para a contagem regressiva...
Agora é taquicardia...
Tá prestes a explodir...
Ele vai agir...
Ele tem que agir.
Pelo impulso!
Porém,
o impulso parou pois percebeu que a correspondência já tinha se ido junto com o correio.
Será que na próxima (vítima ou vez) o impulso corre mais rápido?
E a continuação da novela insossa fica pra próxima, pessoal!
E que ela só se familiarize com o México por causa da pimenta, mesmo que pra isso arda um poquito.
Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
quarta-feira, 25 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
METALINGUAGEM
Sabe, são tantas as vezes que me surpreendo blogando que me admira não escrever meus blogs no meu próprio blog.Blogar não significa necessariamente escrever nesse sítio da rede, para mim, blogar assume um sentido bem mais amplo.
Em qualquer lugar em que esteja, uma idéia relampeja! Francamente, uma idéia tola que sequer merece ser compartilhada (para evitar exposições e/a constrangimentos). Porém, essa idéia tola é a causa de eu sorrir tolamente, abobalhadamente, por nada, os que veem podem pensar que eu lembrei de uma piada (como o meu instrutor da academia sugeriu ao notar esse sorrisinho, eu respondi que devia ser a piada mesmo, mas acho que ele pensou que eu estava lembrando de algum flerte fatal, Ai!Quem dera! -suspiros), mas não é uma piada, eu tive uma sacada! Isto pra mim é um blog, geralmente eu escrevo os pontos centrais das idéias no meu caderno pra só depois eu criar tempo para documentá-las.
Coitada... sei que ficar rimando repetidamente na prosa é condenado e considerado um erro, esqueci o nome que se dá, enfim eu tô no MEU blog e escrevo o que quero e como eu quero (óbvio que eu não faria isso em uma redação de vestibular, porém este momento requer intimidade, portanto, que sejam expostas as minha fragilidades!).
Partindo desses princípios, arrisco-me a dizer que estou em trabalho de parto(Sócrates e o seu parir idéias), prestes a conceber a menina-luz: a arte. Isso porque eu blogo para satisfazer uma necessidade, para uma autora -de nome que não recordo- essa necessidade é a de seduzir porque foi seduzida; para outros (como os modernistas) a necessidade era libertar-se das algemas e ser criticado para com isso ficar conhecido e, futuramente, reconhecido; a minha necessidade é aprisionar no papel a expressão dos meus pensamentos reprimidos, expressão também no sentido de
“ a cara dos pensamentos”, a imagem que eu tenho deles, seria o raio que anuncia o trovão, em palavras o raio diz: “Com vocês, o barulho!” e o trovão responde com a música de Móveis coloniais de acaju, isto é, “Sem palavras”. Eu não escrevo para os outros entenderem, mas para que tempos mais tarde, eu tenha tempo de debochar deste tempo.
Depois de un poquito distante do objetivo deste post, eu me posiciono a respeito da arte de escrever. Para algumas almas, escrever é um poison (veneno) visto que elas não pedem ajuda às suas almas e acabam por caber no texto umas frases desapaixonantes decorrentes da pressão que o desabamento de encostas-expectativa (“Devo saber escrever algo que preste!”) proporciona em escalas alarmantes.
Bom, a fim de aterrar possíveis receios, eu sugiro que ponham recheio em tudo o que fizerem, quer dizer, se for pra escrever sobre coisas superficiais e que vocês não se divirtam durante o processo, nem vale a pena – que usa pra escrever também. O melhor que se tem a fazer com as simples letras é deixá-las de escanteio, a princípio.
O primeiro passo da caminhada é o-b-s-e-r-v-a-r
Qualquer coisa, a paisagem, o movimento, o falar do corpo (seja sorrisos, unhas roídas, pernas de ansiedade ou olhares), a desigualdade, as diferenças, você mesmo, um casal de velhinhos, um ônibus lotado engarrafado num congestionamento ao lado de um carrão, um edifício beirando o céu , como os da Moreira Debeux, com uma favela atrás flutuando num colchão de poluição, parecendo só mais uma nuvem de fumaça emaconhada pairando sobre o morro...enfim, observe tudo!
Depois vem o mais fácil: Aprenda voando nas asas da leitura, aprenda com os exemplos dos clássicos da literatura, com livros fúteis, mas gostosos de ler, o importante é que você leia! Sai dessa televisão, desse computador,vá ordenar que a inspiração se torne pixação, ou melhor, piração!
Praticar histórias faz bem ao espírito.
Em qualquer lugar em que esteja, uma idéia relampeja! Francamente, uma idéia tola que sequer merece ser compartilhada (para evitar exposições e/a constrangimentos). Porém, essa idéia tola é a causa de eu sorrir tolamente, abobalhadamente, por nada, os que veem podem pensar que eu lembrei de uma piada (como o meu instrutor da academia sugeriu ao notar esse sorrisinho, eu respondi que devia ser a piada mesmo, mas acho que ele pensou que eu estava lembrando de algum flerte fatal, Ai!Quem dera! -suspiros), mas não é uma piada, eu tive uma sacada! Isto pra mim é um blog, geralmente eu escrevo os pontos centrais das idéias no meu caderno pra só depois eu criar tempo para documentá-las.
Coitada... sei que ficar rimando repetidamente na prosa é condenado e considerado um erro, esqueci o nome que se dá, enfim eu tô no MEU blog e escrevo o que quero e como eu quero (óbvio que eu não faria isso em uma redação de vestibular, porém este momento requer intimidade, portanto, que sejam expostas as minha fragilidades!).
Partindo desses princípios, arrisco-me a dizer que estou em trabalho de parto(Sócrates e o seu parir idéias), prestes a conceber a menina-luz: a arte. Isso porque eu blogo para satisfazer uma necessidade, para uma autora -de nome que não recordo- essa necessidade é a de seduzir porque foi seduzida; para outros (como os modernistas) a necessidade era libertar-se das algemas e ser criticado para com isso ficar conhecido e, futuramente, reconhecido; a minha necessidade é aprisionar no papel a expressão dos meus pensamentos reprimidos, expressão também no sentido de
“ a cara dos pensamentos”, a imagem que eu tenho deles, seria o raio que anuncia o trovão, em palavras o raio diz: “Com vocês, o barulho!” e o trovão responde com a música de Móveis coloniais de acaju, isto é, “Sem palavras”. Eu não escrevo para os outros entenderem, mas para que tempos mais tarde, eu tenha tempo de debochar deste tempo.
Depois de un poquito distante do objetivo deste post, eu me posiciono a respeito da arte de escrever. Para algumas almas, escrever é um poison (veneno) visto que elas não pedem ajuda às suas almas e acabam por caber no texto umas frases desapaixonantes decorrentes da pressão que o desabamento de encostas-expectativa (“Devo saber escrever algo que preste!”) proporciona em escalas alarmantes.
Bom, a fim de aterrar possíveis receios, eu sugiro que ponham recheio em tudo o que fizerem, quer dizer, se for pra escrever sobre coisas superficiais e que vocês não se divirtam durante o processo, nem vale a pena – que usa pra escrever também. O melhor que se tem a fazer com as simples letras é deixá-las de escanteio, a princípio.
O primeiro passo da caminhada é o-b-s-e-r-v-a-r
Qualquer coisa, a paisagem, o movimento, o falar do corpo (seja sorrisos, unhas roídas, pernas de ansiedade ou olhares), a desigualdade, as diferenças, você mesmo, um casal de velhinhos, um ônibus lotado engarrafado num congestionamento ao lado de um carrão, um edifício beirando o céu , como os da Moreira Debeux, com uma favela atrás flutuando num colchão de poluição, parecendo só mais uma nuvem de fumaça emaconhada pairando sobre o morro...enfim, observe tudo!
Depois vem o mais fácil: Aprenda voando nas asas da leitura, aprenda com os exemplos dos clássicos da literatura, com livros fúteis, mas gostosos de ler, o importante é que você leia! Sai dessa televisão, desse computador,vá ordenar que a inspiração se torne pixação, ou melhor, piração!
Praticar histórias faz bem ao espírito.
sexta-feira, 20 de março de 2009
TEiSTES
Salgada
Saudade.
Cremosa gota
Lacrimosa.
Pimentante paixão
Pelas palavras, pigmentos desbotados.
Ardente desejo
De um beijo.
Mastigativa melancolia
Tritura o tempero
Da fruteira.
Da fritura.
Restos ou desaponto.
Ah!Como quero provar do doce sabor do REencontro...
Saudade.
Cremosa gota
Lacrimosa.
Pimentante paixão
Pelas palavras, pigmentos desbotados.
Ardente desejo
De um beijo.
Mastigativa melancolia
Tritura o tempero
Da fruteira.
Da fritura.
Restos ou desaponto.
Ah!Como quero provar do doce sabor do REencontro...
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sobre "Nós que aqui estamos por vós esperamos"- mais textos sobre ele virão
Se eu pudesse definir o filme com poucas palavras, eu diria que ele é reflexivo e tocante.
O primeiro adjetivo representaria, qual em alguns códigos linguísticos, a nossa voz. Nós que agimos e nós mesmos que sofremos as nossas próprias ações. A voz do povo que se justifica como sendo a voz de Deus. "Ouçamos a voz da razão", diz o homem moderno. Razão esta supostamente imaginada sob forma de raio luminoso, reflete-se difusamente no espelho(das nossas atitudes), a imagem formada por essa reflexão da razão é inversa, inversa mesmo pois o perceptível é só sentimento.Sentimento de impotência, o concreto paradoxalmente abstrato -isto é- a certeza de que a nossa vontade sequer chega ser um peão na partida de xadrez, no jogo de interesses, na partilha do bolo; mas que vontade? Essa vontade que é abstrata, cada um, mano, com a própria interpretação. A maioria sequer reconhece a própria vontade, daí podem chegar a pensar que aspiram chegar ao xeque-mate dos outros, game over, "Hasta la vista, baby" ; contudo quando surgem as consequências, eles tomam uma aspirina ao invés de refletir se era realmente da vontade deles que os seus bisavós morressem na Primeira Grande Guerra, que os seus avós morressem na Segunda, que os seus pais morressem no Vietnã, que eles mesmos morressem no Iraque e que os seus filhos - se nascidos- morressem... numa provável Terceira Grande Guerra?!
Será possível que a gente não aprende?
PAUSA PARA REFLEXÕES
Tocante. Não somente pela trilha sonora tão sensibilizadora, tocante também porque toca no nosso ponto fraco, pois é, a verdade dói. Vive-se nesse mundo pra dar tapa na cara, no final das contas: na própria cara. Parece um jogo de tênis: as mãos-raquete e as bolas-desgosto (bolas! eu quis dizer bolas-rosto). Grande parte tenta fugir da dolorosa realidade, nesse caso aspirina só não resolve, aí eles cheiram pó. E muito. Porque pra deixar que as criaturas recriem o criador à sua imagem e semelhança, só depois de um recreio- viva ao pó recreiante! - comemora o traficante.
Pobres homens viciados em poder. Para poderem ter mais poder sobre os semelhantes -me avisem se descobrirem perante a que são verdadeiramente semelhantes porque pra mim são todos iguais, mas uns mais iguais que outros- criaram as máquinas. Os "visionários" deixaram, ou nem perceberam, que elas ganharam poder sobre eles, ou seja, que as criaturas tornaram-se capazes de determinar o comportamento dos criadores. LEMBROU DOS FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA?
A conclusão -ou lição, se preferir- indica que o filme deve continuar tocando, tocando-nos até sacudirmos! Quem sabe assim, acordemos pra batata assando. Aspiremos todo o pó da mente, do corpo e da alma poluidor pois nós que aqui estamos por vós esperamos.
ATCHIM! Seja...
O primeiro adjetivo representaria, qual em alguns códigos linguísticos, a nossa voz. Nós que agimos e nós mesmos que sofremos as nossas próprias ações. A voz do povo que se justifica como sendo a voz de Deus. "Ouçamos a voz da razão", diz o homem moderno. Razão esta supostamente imaginada sob forma de raio luminoso, reflete-se difusamente no espelho(das nossas atitudes), a imagem formada por essa reflexão da razão é inversa, inversa mesmo pois o perceptível é só sentimento.Sentimento de impotência, o concreto paradoxalmente abstrato -isto é- a certeza de que a nossa vontade sequer chega ser um peão na partida de xadrez, no jogo de interesses, na partilha do bolo; mas que vontade? Essa vontade que é abstrata, cada um, mano, com a própria interpretação. A maioria sequer reconhece a própria vontade, daí podem chegar a pensar que aspiram chegar ao xeque-mate dos outros, game over, "Hasta la vista, baby" ; contudo quando surgem as consequências, eles tomam uma aspirina ao invés de refletir se era realmente da vontade deles que os seus bisavós morressem na Primeira Grande Guerra, que os seus avós morressem na Segunda, que os seus pais morressem no Vietnã, que eles mesmos morressem no Iraque e que os seus filhos - se nascidos- morressem... numa provável Terceira Grande Guerra?!
Será possível que a gente não aprende?
PAUSA PARA REFLEXÕES
Tocante. Não somente pela trilha sonora tão sensibilizadora, tocante também porque toca no nosso ponto fraco, pois é, a verdade dói. Vive-se nesse mundo pra dar tapa na cara, no final das contas: na própria cara. Parece um jogo de tênis: as mãos-raquete e as bolas-desgosto (bolas! eu quis dizer bolas-rosto). Grande parte tenta fugir da dolorosa realidade, nesse caso aspirina só não resolve, aí eles cheiram pó. E muito. Porque pra deixar que as criaturas recriem o criador à sua imagem e semelhança, só depois de um recreio- viva ao pó recreiante! - comemora o traficante.
Pobres homens viciados em poder. Para poderem ter mais poder sobre os semelhantes -me avisem se descobrirem perante a que são verdadeiramente semelhantes porque pra mim são todos iguais, mas uns mais iguais que outros- criaram as máquinas. Os "visionários" deixaram, ou nem perceberam, que elas ganharam poder sobre eles, ou seja, que as criaturas tornaram-se capazes de determinar o comportamento dos criadores. LEMBROU DOS FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA?
A conclusão -ou lição, se preferir- indica que o filme deve continuar tocando, tocando-nos até sacudirmos! Quem sabe assim, acordemos pra batata assando. Aspiremos todo o pó da mente, do corpo e da alma poluidor pois nós que aqui estamos por vós esperamos.
ATCHIM! Seja...
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