SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

sábado, 21 de março de 2009

METALINGUAGEM

Sabe, são tantas as vezes que me surpreendo blogando que me admira não escrever meus blogs no meu próprio blog.Blogar não significa necessariamente escrever nesse sítio da rede, para mim, blogar assume um sentido bem mais amplo.

Em qualquer lugar em que esteja, uma idéia relampeja! Francamente, uma idéia tola que sequer merece ser compartilhada (para evitar exposições e/a constrangimentos). Porém, essa idéia tola é a causa de eu sorrir tolamente, abobalhadamente, por nada, os que veem podem pensar que eu lembrei de uma piada (como o meu instrutor da academia sugeriu ao notar esse sorrisinho, eu respondi que devia ser a piada mesmo, mas acho que ele pensou que eu estava lembrando de algum flerte fatal, Ai!Quem dera! -suspiros), mas não é uma piada, eu tive uma sacada! Isto pra mim é um blog, geralmente eu escrevo os pontos centrais das idéias no meu caderno pra só depois eu criar tempo para documentá-las.

Coitada... sei que ficar rimando repetidamente na prosa é condenado e considerado um erro, esqueci o nome que se dá, enfim eu tô no MEU blog e escrevo o que quero e como eu quero (óbvio que eu não faria isso em uma redação de vestibular, porém este momento requer intimidade, portanto, que sejam expostas as minha fragilidades!).

Partindo desses princípios, arrisco-me a dizer que estou em trabalho de parto(Sócrates e o seu parir idéias), prestes a conceber a menina-luz: a arte. Isso porque eu blogo para satisfazer uma necessidade, para uma autora -de nome que não recordo- essa necessidade é a de seduzir porque foi seduzida; para outros (como os modernistas) a necessidade era libertar-se das algemas e ser criticado para com isso ficar conhecido e, futuramente, reconhecido; a minha necessidade é aprisionar no papel a expressão dos meus pensamentos reprimidos, expressão também no sentido de
“ a cara dos pensamentos”, a imagem que eu tenho deles, seria o raio que anuncia o trovão, em palavras o raio diz: “Com vocês, o barulho!” e o trovão responde com a música de Móveis coloniais de acaju, isto é, “Sem palavras”. Eu não escrevo para os outros entenderem, mas para que tempos mais tarde, eu tenha tempo de debochar deste tempo.

Depois de un poquito distante do objetivo deste post, eu me posiciono a respeito da arte de escrever. Para algumas almas, escrever é um poison (veneno) visto que elas não pedem ajuda às suas almas e acabam por caber no texto umas frases desapaixonantes decorrentes da pressão que o desabamento de encostas-expectativa (“Devo saber escrever algo que preste!”) proporciona em escalas alarmantes.

Bom, a fim de aterrar possíveis receios, eu sugiro que ponham recheio em tudo o que fizerem, quer dizer, se for pra escrever sobre coisas superficiais e que vocês não se divirtam durante o processo, nem vale a pena – que usa pra escrever também. O melhor que se tem a fazer com as simples letras é deixá-las de escanteio, a princípio.

O primeiro passo da caminhada é o-b-s-e-r-v-a-r
Qualquer coisa, a paisagem, o movimento, o falar do corpo (seja sorrisos, unhas roídas, pernas de ansiedade ou olhares), a desigualdade, as diferenças, você mesmo, um casal de velhinhos, um ônibus lotado engarrafado num congestionamento ao lado de um carrão, um edifício beirando o céu , como os da Moreira Debeux, com uma favela atrás flutuando num colchão de poluição, parecendo só mais uma nuvem de fumaça emaconhada pairando sobre o morro...enfim, observe tudo!

Depois vem o mais fácil: Aprenda voando nas asas da leitura, aprenda com os exemplos dos clássicos da literatura, com livros fúteis, mas gostosos de ler, o importante é que você leia! Sai dessa televisão, desse computador,vá ordenar que a inspiração se torne pixação, ou melhor, piração!
Praticar histórias faz bem ao espírito.

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