SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ai que saudade d'ocê!

Não se admire se um dia
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir

Fui eu quem mangdei o beijo
Que é pfra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo
Ai que saudade sem fim
http://wfww.youtube.com/watch?v=5Ug--l1sVV

Saudades d'ocê
Saudades do doce

Não tão saudáveis assim...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Hoje está sendo um dia...

Um dia é hoje em que eu gostaria encontrar respostas de incertezas que amanheceram dispostas a se alimentarem do juízo que me resta. Essas gulosas!
Bem que as soluções poderiam estar escondidas em algum lugar, dentro de um livro...
Uma espécie de manual, tipo “O Príncipe”, que diria: “Quando em sua vida acontecer  X, Faça Y, pois assim você vai evitar se "Z". Ou “Para se manter no cargo (poder), dessa maneira é mais fácil, não falha!”
Quem dera...
Seria ótimo se as questões fossem resolvidas, se eu tropeçasse em algum sábio e ele me dissesse como agir, seria tão mais fácil. Mas  nahhh... Sequer psicólogos – que são pagos- o fazem, alguém gratuito surgido do nada faria para depois, em troca, falar "De nada"?
Quem sabe o que procuro não vai vir até a mim?
Quiçá aquelas garrafas jogadas ao mar com um rolo de pergaminho dentro, indicando o caminho a ser seguido, o mapa do tesouro,felicidade nessa cidade, meu sorriso MARfim?!
Voltando para o hoje tá sendo um dia do início daqui, do início ao fim já sabia eu as respostas. Na verdade, o próprio Sócrates pronunciava na filosofia: “Conhece-te a ti mesmo”.Então, para harmonia e equilíbrio, para a paz de espírito, ouça o seu coração. As respostas estão escondidas, mas estão escondidas dentro de mim. Sendo que, assim como eu, elas insistem em brincar! Eita brincadeira sem- graça esse tal de Esconde-esconde. Batida salve euuu!
E era uma barata tonta, a desorientada
Gostava mais do seu antigo relógio
-Nele pelo menos tinha escrito:
ORIENT

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quem avisa amigo é

Cho chuá
Cada macaco no seu galho
Cho chuá
Eu não me canso de falar
Cho chuá
O meu galho é em Pernambuco
Cho chuá
O seu é em outro lugar

Não se aborreça, moça da cabeça grande
Você vem não sei de onde
Fica aí, não vem pra cá
Esse negócio da mãe preta ser leiteira
Já encheu sua mamadeira
Vá mamar noutro lugar! 


  

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dêem sugestões à Day sobre o que ser feito

O que posso fazer
Se a sua camiseta branca combina
Com a minha calça colorida?

O que posso fazer
Se suas palavras são máquinas a vapor
Que revolucionaram o meu modo de ver a vida?

O que posso fazer
Se é o calor dos seus braços
Que me impedem de prestar atenção aos calos?
Se o seu carinho cura as minhas feridas?
E até a areia de o Grande Sertão Veredas
(que é meu interior)
Fica florida?
Quando regada
Meu amor
Por sua saliva

O que posso fazer
Se a sua ausência me põe
Num caminho sem saída?
E a sua presença me faz crer
Que a estrada é muito comprida?
E ainda há muito o que aprender
Mais eu do que você

O que posso fazer se eu tive a sorte
De encontrar alguém
Que com ele
Viveria até a morte?

O que eu posso fazer
Se eu sou uma árvore
E você, a minha raiz?
Você é o mestre
E eu a aprendiz

Quando menina
Era um trevo de 4 folhas
O que sempre quis
Isso foi até conhecer Luiz (haha)
Pois você é um raro trevo
Que em lugar algum vou achar
Nem no ar, nem no mar, nem em Marte! =D
...

O que posso fazer se só agora
meu olhos começaram a brilhar?
MAS O QUE POSSO FAZER?
Você encheu de luz as trevas da solidão!
E minha melhor companhia é o seu coração.

Enganei o bobo na casca do ovo

Ontem aconteceu uma coisa inédita comigo. Uma mulher bastante abalada disse que ia “se jogar na frente de um carro” e que eu a tinha salvado da morte. Fiquei perguntando sobre a vida dela e ela me respondia muito emocionada. Chorava, se tremia... Enfim, comoveu a idiota que vos fala. Era uma golpista. Foi um golpe tão elementar que evitarei falar do elemento porque nem eu mesma tô agüentando a minha ingenuidade.

Fica a lição de que, por mais que eu queira confiar nas pessoas, eu simplesmente não posso. Também aprendi que não posso subestimar os outros, por mais frágeis que aparentem ser. Ai Ai Até ontem a minha cabeça vivia num conto de fadas. Hoje, finalmente, me toquei que o que os outros falam é a mais pura verdade: vivemos num mundo-cão. Cada um lutando a favor de seus interesses, interesses esses que na maioria das vezes se chocam com os dos outros. E prejudicam os outros. Não existe uma “comunidade” em que todos se beneficiam. O cenário é: Ou eu ou eles. Feito caranguejos que para subir precisam passar por cima dos companheiros de caixa e, assim, derrubam-nos. Pode parecer anti-ético. Mas eu, uma ex-sonhadora para um mundo melhor (=B), fui tentar ser boazinha e acabei como bobinha. (PALAVRÕES EXALTADOS). A tentativa de me conformar é: o índice de enganações comigo tenderá a diminuir. Pelo menos é o que eu espero depois desse baque.

Sei que muitos aí do outro lado dela devem tá rindo por dentro, pensando “como ela pôde cair numa conversinha dessas?”, “será que se eu chegar com uma conversa fiada (não necessariamente com o tema da desprezível de ontem), ela também cai na minha?” ou ainda “ainda bem que não foi comigo! ufa!” - numa aula de português fiquei sabendo que pesquisas informam que quando acontece algum acidente, qualquer tragédia, é esse o primeiro pensamento delas.

Bom, vai além dos meus poderes evitar que vocês me enxerguem por esse ângulo. Até porque eu estou sem razão. Falar em razão, fico imaginando como depois de um tempo “caíram várias fichas” e também como na situação a pessoa se deixa levar pela emoção.

Voltando, podem mangar de mim, mas creio que fui enganada na hora certa e o roubo serve até como estímulo para eu recuperar o dinheiro.

Sendo que as desculpas esfarrapadas que acabei de lhes (me)dar ainda são insuficientes para eu me conformar. Por isso, citarei uma série de golpes dados em pessoas famosas ou vigaristas que ficaram famosos por sua lábia. Para que todos saibam (e eu mesma) que não fui a única e que todos vocês serão ou já foram induzidos – sem sequer perceber.

1) Pelé foi enganado pelo empresário Pepe Gordo.Viu falir a Construtora Netuno, ligada à sua empresa Sanitária Paulista.Teve um prejuízo gigantesco. O que mostra que jogar bem não é tudo, do mesmo jeito que tirar boas notas na faculdade também não é tudo. Somente vivenciando que a pessoa percebe as “espertezas” da vida.

2) Lembram do filme “Prendam-me se for capaz”?
História semelhante ocorreu aqui mesmo no Brasil. Foi o Marcelo Nascimento da Rocha, 33 anos. Era empresário, aviador, líder de facção criminosa, rico e famoso. Vigarista, enganou autoridades, celebridades, jornalistas e até os guardas da prisão de Bangu, usando 15 identidades diferentes.

Abaixo segue uma entrevista que o Amaury Jr. Fez, acreditando piamente que ele era filho do dono da empresa de aviação Gol:
- Amaury Jr - Eu queria que vocês conhecessem o Henrique de Oliveira, vice-presidente da Gol. Ele é filho de Constantino, que é o presidente. Em primeiro lugar, muito obrigado por sua participação (...) e parabéns à Gol, porque a Gol está passando ao largo dessa crise. Qual é o segredo?

- Marcelo - Na verdade nós não temos segredo nenhum. Nós partimos do princípio básico do nosso grupo que é nunca estar devendo nada a ninguém. Então temos nossos aviões pagos, quitados, e não fizemos leasing....

- Vocês têm metas internacionais?

- Temos. Agora no próximo ano nós estaremos entrando nessa banca de voo internacional com algumas aeronaves. Ainda não decidimos qual o modelo, mas estaremos entrando, sim.

- Quantas aeronaves tem a Gol?

- Nós estamos com dez aeronaves. Todas são Boeing 737-700, e vamos receber mais quatro aeronaves até o fim do ano.

- Que bom que vocês estão dando um exemplo de administração, porque enquanto está todo mundo esperando, a Gol está navegando e olhando por cima do horizonte. É a primeira vez da Gol no Recifolia?

- É a primeira vez, mas acho que vamos participar sempre, porque é muito boa essa festa... Gostamos realmente e pretendemos ser parceiros de todo mundo....

- Parabéns, Henrique. Leve nosso abraço a Constantino e a toda a diretoria da Gol.

- Levarei. É um prazer estar com você, e sempre que precisar pode contar com a gente. Voe com a Gol, show de bola em aviação.

© Página3/Agência Estado
Sexta, 29/5/2009 14:19.


3) Da Super interessante: O homem que vendeu a Torre Eiffel
Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL. Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. "Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre", disse. "A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata." Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma "visita de inspeção" ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: "Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor". Não teve erro: o homem subornou o "oficial" Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o chapéu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. "Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok", dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma "cópia" perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.

4) Li certa vez a história de um cara que vendeu passagens de barco para terras exóticas nos trópicos e acabavam num fim de mundo sem comida, sem água, praticamente compraram a passagem para o outro mundo.

5) Além das manipulações d einformação da mídia, as técnicas ilusórias de publicidade etc e tal.

O que observo é que na maioria dos casos os interessados (não os interesseiros) se iludiram com a perspectiva de obter algo em troca. E eu?
Nem isso fiz.
Na melhor das hipóteses uma passagem para o céu.
Puff

De qualquer maneira:
"Quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio
inferno encontrou energia para fazê-lo."
Nietszche

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Verdade absoluta: Eu sou sua menina, viu?

http://www.youtube.com/watch?v=txLPlvkGiP4&feature=related


O meu amor tem um jeito manso que é só seu


E que me deixa louca quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minh'alma se sentir beijada



O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos

Com tantos segredos lindos e indecentes

Depois brinca comigo, ri do meu umbigo

E me crava os dentes



Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz



O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que me deixa maluca, quando me roça a nuca

E quase me machuca com a barba mal feita

E de pousar as coxas entre as minhas coxas

Quando ele se deita



O meu amor tem um jeito manso que é só seu

De me fazer rodeios, de me beijar os seios

Me beijar o ventre e me deixar em brasa

Desfruta do meu corpo como se o meu corpo

Fosse a sua casa



Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

Post do dia anterior

http://www.youtube.com/watch?v=VONywcxEQqA


É,


Só eu sei

Quanto amor

Eu guardei

Sem saber

Que era só

Pra você.



Se ao menos pudesse saber

Que eu sempre fui só de você,

Você sempre foi só de mim.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

EXTRA!EXTRA!

A CURIOSIDADE MATOU UMA GATA!

Disseram que foi pq alguém disse que hj vai dizer
sobre o que se trata

(ruído de roer unhas)

Para fazer parte do apontador da informática (Cuma assir?)

Nunca pensei que um dia eu fosse apontar isso. No entanto, mais uma vez aqui estou eu: “essa metamorfose ambulante”. E eu prefiro ser assim.


Bom, lá vai!

Assim como uma planta precisa de hidrogênio, oxigênio, carbono, nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, boro, cloro, ferro, magnésio, zinco, cobre, molibidên, níquel e uma boa incidência de fótons para garantir seu crescimento; as palavras têm também de ser nutridas. Elas precisam crescer fortes e saudáveis! =D Para isso, nada melhor que muitas refeições à base de muita leitura. Tudo para enriquecer o vocabulário, garantindo o pleno desenvolvimento de frases de sentido claro, bem conectadas. Afinal, para que servem os radicais livres? (=P)

Contudo, somente leitura não é suficiente para suprir as necessidades básicas de um texto. Digo isso por experiência própria.

Durante um tempo, eu me agoniava – no sentido fidedigno do vocábulo, pois não sabia a origem (a+gonia). Só sabia que eu sentia um formigamento nos dedos, uma sede insaciável – como a que a areia deve sentir quando as primeiras gotas de chuva evaporam ainda no ar desértico. Uma vontade de pôr pra fora parte, ao menos um centímetro quadrado do montante de círculo cromático de idéias entrelaçadas. Era quase um ninho, sendo que a ave-mãe (eu) não deixava os filhotinhos alçarem vôo nas asas da imaginação. Talvez fosse medo de algum dos que queriam “meter a cara” meter a cara num obstáculo qualquer (uma crítica, por exemplo) e “quebrar a cara”, se machucar. A matriarca era uma supermãe, era natural a tal super-proteção. Enfim, eu guardava pra mim meus devaneios, a sete chaves. Sendo que os sete cadeados do diário estavam bem trancados. As chaves?Jogadas por aí a fora. Esquecidas, enterradas em algum lugar, à espera de alguém encontrá-las, abrir o diário - em outra língua- e tentar desvendar os “mistérios”, as charadas ali anotadas. Era praticamente a Pedra da Roseta ou um mapa de tesouro de faraós egípcios em que erros de interpretação não poderiam ser admitidos. Caso contrário: morte na certa, enclausurado em meio a quatros paredes - ou melhor, três, visto que é uma pirâmide. Era uma estrada sem placas de aviso. Perigo! Carro na contramão e um caminhão à vista numa pista sem possibilidade de desvio. Muitas miragens, mas nenhuma pista. E muitos outros eras de outras eras.

Bom, após esse longo parágrafo de pura piração, quer dizer, empolgação. Volto ao contexto: textos precisam de um tempero especial que não são simplesmente encontrados em qualquer leitura que se faça. Pincelemos a pintura do que quero dizer:

Os calouros de primeira viagem ao planeta chamado cozinha (haha) não conseguem entender o tempero mais clichê que os veteranos tanto dizem: o prazer. É difícil ter prazer em meio aquele calor todo (por mais que em outros sentidos seja fácil – ops! haha). O que é posto em postas, em pratos limpos é: é preciso carinho. Gosto em fazer aquilo.

De maneira análoga, para se produzir um texto, faz-se necessário gosto. Ao menos você mesmo tem de gostar! Já viu alguém provar da própria comida e não gostar? (Tá, isso já aconteceu comigo- provei do meu próprio veneno (=P –droga, não era pra eu ter revelado), mas relevemos ahora).

Porém, para o desprazer, a combinação “leitura e gosto” ainda não são suficientes. Creio que o “elemento x”, o “x da questão” tem um nome bastante buscado (nada rebuscado), mas a dose na natureza ainda não é de bom tamanho – ou então as pessoas vão procurar em locais errados (livros mais vendidos, romances mamão com açúcar). Feito os mineradores iam para as Minas Gerais ou a Serra dos Carajás e não encontravam nada além de pedregulhos ou pepita.

Bom, finalmente!

O toque especial está na i-n-s-p-i-r-a-ç-ã-o.

Tantas vezes eu quis criar textos do nada. Olhava pro papel, do papel pra caneta, eles se entreolhavam. Meu punho os punha para trabalhar e, forçados, sequer diziam “de nada” – Também! Depois desse tipo de obrigado!

Detesto ter de forçá-los, os coitadinhos.

Então, assim como as sacadas vão atrás do comediante, o tema praticamente corre atrás dos prosadores – ainda que principiantes. O assunto escolhido dentre outros tem um motivo. (Bem como um escravo era primeiro vendido que outro com algum sentido - mesmo que fossem os dentes). Só aí já surge uma atmosfera espacial. O vácuo está prestes a ser preenchido. Com carinho, cuidado e dedicação poderá vir a ser uma coisa que preste. É a inspiração que vai dar o ar para impulsionar (a plenos pulmões, com todo o gás!) as pulsações. Iniciará nesse momento a contagem regressiva do retorno do foguete. Sçlfjsçfjsçjfjs

Um novo ser sideral se abre para conhecer o planeta: a aspiração, agora exteriorizada sob forma (corpo) de palavras. Mas pra elas é um mundo novo. Não podem ser aterrorizadas, portanto. Têm de se sentir bem cuidadas. Nunca pressionadas. Flores podadas para produzir carnudos frutos.

Falando em fruto, se eu continuar devaneando, o fruto da minha imaginação pode passar da madurice. Então, para ele não apodrecer, cair e se misturar ao húmus das minhocas; a ele reservo outro destino:

Qualquer texto não pode ceder à tentação industrial!

Cai a qualidade.

Vejam Jorge Amado, Roberto Carlos... Quando eles ficaram com o compromisso, a obrigação de sempre trazer uma nova obra/composição, a criatividade não foi usada de maneira semelhante a qual estávamos acostumados. E apesar de “José Newton já dizia: se subiu tem que descer!” A gente pode ao menos tentar manter um padrão, sem tanto desvio padrão =P Caso contrário, perde-se o valor de arte, ou seja, uma satisfação própria do autor, subjetiva, impessoal, cada qual com a sua interpretação de acordo com a visão de mundo de cada um. Não é legal transfigurar para folhetins! Mesmo porque eles são próprios da literatura mercantilizada que a ascensão da burguesia carregou consigo!

Blogo pra suprir uma vontade, não uma obrigação. O que quero, do jeito que eu quero – com erros de gramática, viagens intergalácticas desconexas que não chegam a lugar nenhum- quando quero (mesmo que outro interfira, sem querer, na minha escolha. Qual terá sido o motivo de a freqüência aqui tenha aumentado repentinamente? Ops! Haha Só o mês outubro tem quase a mesma quantidade de blogadas que do resto do ano =D).

Certo, após esse imenso roda arrodeio , “roda gigante, roda moinho, roda pião”, retomo o que me fez vir dar a luz a esta criatura que por vós é lida.

Acho que dá pra perceber que guardo um profundo respeito e admiração pelas palavras. No entanto, é de se admirar que elas me desapontaram. Sério.

Uma explicação plausível é a de que “não só de palavras vive um homem, mas do pão de Deus” =P. Do que adianta você dizer que vai chegar lá e vai saltar um duplo twist carpado e na hora do agora ou nunca...kuenkuenkuenkueeenn. Mesma coisa como o meu lindo loveboff que antes chegou a escrever e-mails encantadores, mas que (na minha opinião) não correspondiam quando ao vivo e amores. Eu cazuzeava pra mim mesma: “Tuas idéias não correspondem aos fatos...” haha =*

...

Passando adiante para a principal justificativa quanto à ineficiência das palavras: simplesmente está sendo muito comum eu não tê-las sequer na ponta da língua! Pra ser fiel, isso só ocorre quando pretendo expressar algum sentimento.

Mas não vejo isso como uma coisa ruim. Assim como leitura solitária não basta para um bom texto, somente palavras também são insuficientes para um bom afeto. Apenas existem momentos mais-que-perfeitos em que elas são absolutamente desnecessárias. Imaginem você e ele (ela) a sós, ambos envoltos em braços enroscados, uma troca de olhares apaixonados se mistura à ternura, o perfume do outro se espalha graças à uma brisa suave que sopra amigavelmente, ela(brisa) faz uma leve cosquinha, os dois sorriem...

É uma energia tão intensa que as palavras são fracas!

Pensando bem... “Pra que falar? Basta sentir!” (ao tom de novela mexicana =P) Só isso. Não precisa de mais nada. =D

Seria paz? Felicidade? Amor?

Quiçá. (Kiss ahhhh =D)

Talvez.

Não sei.

Não que seu esteja imitando Sócrates, mas é que



Nunca senti isso antes.
APRECIEM SEM MODERAÇÃO!