Pretendia escrever aqui o futuro
texto que darei à luz. Ele se tratará sobre mim. Necessidade de universitária.
Porém, olhando por um lado, eu mesma me olho enviesado. A questão, caras, é que
achei um tanto pretensão de minha parte dedicar um post inteiro a respeito de “quem
eu sou” num momento o qual eu nunca mais dei as caras por aqui.
Bom, queria agora escrever algo
que comovesse. Que emocionasse. Causasse impacto, admiração. Impressionasse. Não
seriam esses os objetivos das palavras? E depois você, nas entrelinhas,
percebesse que ninguém mais poderia ter sido a água da fonte que eu bebera para
me inspirar. E rejuvenescer.
Eu estaria em sintonia comigo
mesma se eu fosse capaz de provocar em você um sentimento que te fizesse
flutuar. Novamente, pegar carona nas entrelinhas e ascender às estrelas. Brilhantes,
acesas, amantes. De novo, te fazer se sentir mais novo. Um feto nadando nu no útero materno. Um bebê sendo aninhado no
colo, descansando ao som da melhor música de ninar de todas: os batimentos do
coração da protetora. Ou até alguém doente, ardente... de febre que percebe que
a CAMAcia não é mais um carma, não é mais um dos seus delírios e sim, um
confortável alívio.
Mas como despertar tudo isso se tudo são
linhas nada mais que linhas? Um pouco mais que linhas, novelo. Sem escrever
deste enredo um emaranhado de nó, uma novela, apelativa, piegas. Blah! Como despertar meu desejo se meus dedos estão dormentes? Tanto tempo que não escrevo... E agora,
mulher?
Bom, professores não me faltam. Deus
abençoe o Chico Buarque, o Carlos Drumond de Andrade. Deus abençoe essa menina
que não quebrou a cara enquanto quebrava a casca, bem-te-vi saindo do ovo. Poderia
ter sido como o quadro de Salvador Dali, o que um homem tenta sair dali de dentro do mundo, quase que
sufocado, claustrofóbico. Surreal. Mas não...
Eu bem te vi!
Por essa emoção, hoje quero
cuidar de ti. Balançar minhas pétalas para o pólen cair. E dele fazer mel. O
meu mel. Quem sabe assim, meu bem querer, você não encontra a cura?
Prova da minha doçura!

