http://www.youtube.com/watch?v=jPvjk8zlcrk
Aproveitando o monotematismo...
Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
A taça reTORCIDA
Este é um post estilo diário
Hoje cheguei quase desmaiada do SENAC. Não é pra menos, eu só estava sustentada com o almoço do domingo. A ceia de ontem foi um pouco mais que cinco biscoitos maizena e o café-da-manhã, três colheres de um cuscuz tão salgado e seco que decidi ficar pela terceira colher mesmo. Nota-se que de comida eu só entendo de sopa. Sopa de letrinha.
Só pra não perder o fio da meada (mesmo pq o foco dessa blogada tem mais a ver com "Fio Maravilha"), no breve intervalo de dois minutos entre a classe de espanhol e a agradável conversation do "Filho do Alho" (ahaha- quem conhece, entendeu ahahaha), comprei um POP! e um shockolate. Choque mesmo, estou de regime. Tô de brinks tb -haha
Enfim, depois de abobrinhas em outro idioma, comprei uma lasanha congelada de calabresa, o Mardônio apareceu pra pegar o ar-condicionado que há séculos está quebrado (e em Hellcife é praticamente impossível viver sem um, sem querer fazer propaganda, mas...), comi a lasanha.
Enquanto eu saboreava a refeição (peguei logo a porção pra duas pessoa), afinal, eu como por dois. Não que eu não esteja grávida. Q hahaha Mas para o desprazer de quem quer me ver no desprazer, eu realmente como por dois. Eu e minha lombriga. Bom, pelo menos me faz companhia, não é uma solitária. (hã?hã?) =D
Enquanto eu destroçava a refeição2, assistia também vários homens correndo de um lado pra outro num lugar de cor-de-mesa de sinuca e atrás de um objeto. Pois é, é até útil saber sobre futebol (papos com caras e tal - ops!=x) A Argentina tá com um time fodástico, o melhor jogador do mundo tá jogando como se fosse o melhor jogador do mundo, esse tal de Messi agora é = Maradona+Ronaldo (a gente espera que seja assim só no Barcelona mesmo, seleção é outra coisa, outro "entrosamento" haha). No campeonato brasileiro, Santos deu uma goleada no Ituano (que segundo o narrador "até que é um time" haha massa) - e sem Robinho e Nilmar!
Mas o que me faz pensar é:
Quando cheguei em Recife os torcedores do Náutico se gabavam, pois:
1) Torcedor do Sport é doido;
2) Torcedor do Santa Cruz é mundiça;
3) Náutico só tem elite.
A sensação é que as pessoas, em geral, não torcem aqui pelo time em si, mas para ser taxada de acordo com a classificação. Por exemplo, pobre que torce pro náutico ainda tem chance de ser considerado, fachadamente, elite.
Ironia ou não, depois de Santa Cruz 4, Náutico 2 ;o que me fez blogar agora foi:
Pobre de mais-valia dando a volta por cima da elite detentora dos meios-de-produção, Davi em dívida vencendo Golias em dúvida, a minha dúvida é a seguinte: Se a arte revela a época, o resultado de ontem anteciparia uma revolução marxista?!=O =Bom, é fato os jogos futebolísticos esconderem uma luta de classes (quem tem mais dinheiro, tem mais vantagem)... skjdfhskjdfhskjfhskhfkshfsjf
PS: Hum... é só pq eu quero ver a cara do meu primo quando eu chegar da faculdade! =D
("Tá perdoado")
Hoje cheguei quase desmaiada do SENAC. Não é pra menos, eu só estava sustentada com o almoço do domingo. A ceia de ontem foi um pouco mais que cinco biscoitos maizena e o café-da-manhã, três colheres de um cuscuz tão salgado e seco que decidi ficar pela terceira colher mesmo. Nota-se que de comida eu só entendo de sopa. Sopa de letrinha.
Só pra não perder o fio da meada (mesmo pq o foco dessa blogada tem mais a ver com "Fio Maravilha"), no breve intervalo de dois minutos entre a classe de espanhol e a agradável conversation do "Filho do Alho" (ahaha- quem conhece, entendeu ahahaha), comprei um POP! e um shockolate. Choque mesmo, estou de regime. Tô de brinks tb -haha
Enfim, depois de abobrinhas em outro idioma, comprei uma lasanha congelada de calabresa, o Mardônio apareceu pra pegar o ar-condicionado que há séculos está quebrado (e em Hellcife é praticamente impossível viver sem um, sem querer fazer propaganda, mas...), comi a lasanha.
Enquanto eu saboreava a refeição (peguei logo a porção pra duas pessoa), afinal, eu como por dois. Não que eu não esteja grávida. Q hahaha Mas para o desprazer de quem quer me ver no desprazer, eu realmente como por dois. Eu e minha lombriga. Bom, pelo menos me faz companhia, não é uma solitária. (hã?hã?) =D
Enquanto eu destroçava a refeição2, assistia também vários homens correndo de um lado pra outro num lugar de cor-de-mesa de sinuca e atrás de um objeto. Pois é, é até útil saber sobre futebol (papos com caras e tal - ops!=x) A Argentina tá com um time fodástico, o melhor jogador do mundo tá jogando como se fosse o melhor jogador do mundo, esse tal de Messi agora é = Maradona+Ronaldo (a gente espera que seja assim só no Barcelona mesmo, seleção é outra coisa, outro "entrosamento" haha). No campeonato brasileiro, Santos deu uma goleada no Ituano (que segundo o narrador "até que é um time" haha massa) - e sem Robinho e Nilmar!
Mas o que me faz pensar é:
Quando cheguei em Recife os torcedores do Náutico se gabavam, pois:
1) Torcedor do Sport é doido;
2) Torcedor do Santa Cruz é mundiça;
3) Náutico só tem elite.
A sensação é que as pessoas, em geral, não torcem aqui pelo time em si, mas para ser taxada de acordo com a classificação. Por exemplo, pobre que torce pro náutico ainda tem chance de ser considerado, fachadamente, elite.
Ironia ou não, depois de Santa Cruz 4, Náutico 2 ;o que me fez blogar agora foi:
Pobre de mais-valia dando a volta por cima da elite detentora dos meios-de-produção, Davi em dívida vencendo Golias em dúvida, a minha dúvida é a seguinte: Se a arte revela a época, o resultado de ontem anteciparia uma revolução marxista?!=O =Bom, é fato os jogos futebolísticos esconderem uma luta de classes (quem tem mais dinheiro, tem mais vantagem)... skjdfhskjdfhskjfhskhfkshfsjf
PS: Hum... é só pq eu quero ver a cara do meu primo quando eu chegar da faculdade! =D
("Tá perdoado")
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto
Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco.
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco.
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Quanto custa uma lembrança justa?
Sabe, "tem vezes que eu fico pensando na vida e, sinceramente", meio ressentida.
"Como é, por exemplo, que dá pra entender?" A pouca esperteza de umas pessoas. Pra quê?
"Como é, por exemplo, que dá pra entender?" A pouca esperteza de umas pessoas. Pra quê?
Quando digo esperteza não é a "esperteza" de
alguém que se aproveita de uma situação e pratica imoralidade. E como moral é
uma coisa que vai da consciência de cada um, surge então um ser que age
corretamente e depois vem aquele esperto/demente inverter os valores e taxá-lo
com algo pejorativo.
O que aqui invoco é como certas pessoas deixam de ser muito
mais apreciadas, em outras palavras,
perdem a oportunidade de fazer com que os demais nutram admiração por elas!
Quero dizer, existem coisas tão, mas tão simples que agradam
e fazem a diferença. E mesmo assim, há homos
sapiens sapiens que sequer se tocam no favor que estariam fazendo - a si
mesmos!
Adubando...
É perceptível a mudança de um menino, por exemplo, tííímido,
calado, introvertido, aparentemente fechado e, por tal comportamento, colegas
se afastam, o excluem. Talvez pela imensa dificuldade que o garoto tenha de se
abrir e de demonstrar imediatamente quem ele é, acaba, coitado, sendo descrito
como o cara que tem cara de poucos amigos, emburrado...
Enfim, agora note a translação que ocorre quando alguém
chega junto, abre um sorriso (o cérebro correlaciona a mensagem facial com algo
estilo “ tá tudo tranqüilo”, como a respiração atua quando realizada em
situações de nervosismo) dá início a um diálogo, simples, sem frescura, nunca
como se pisasse num campo minado, uma conversa desarmada. Pronto! Mesmo que no
outro dia quem se aproximou não dedique tanto tempo e atenção quanto no dia
anterior (basta um cumprimento), o outro vai ser grato atééé...
Apenas porque você foi capaz de enxergá-lo enquanto todos
fingiam que ele não existia.
É incrível como as pessoas precisam se sentir úteis ao mundo
e aos outros. Elas adoram ter seus comentários tidos como relevantes ou suas
histórias narradas a uma platéia atenta. Satisfazem-se com isso e, em geral,
recompensam quem dá um pinguinho de atenção. (Não venham me dizer que vocês não
são assim e se houver alguém de afirmação convicta, por favor, me dê a dica!)
-Inclusive, a prova da importância disso é que numa reunião
de Estados, se algum representante não concorda com o discurso de quem estão no
palanque, a reação é se retirar.-
A sede é tamanha que em busca desse sentimento de aceitação,
muitos recorrem a obter dinheiro a qualquer custo. Porque, infelizmente, a
sociedade a qual se vive nesses dias é moldada de acordo com os valores
capitalistas de consumo a la dízima periódica de reticências; o que faz com que
poder de compra= poder de voz (na ONU isso muda de nome, vira poder de veto =P).
É provável ser esse a raiz de tanta futilidade disseminada e frutificada caras-de-pau
a fora.
Enfim, sabendo dessa realidade de as pessoas tratarem bem
quem assim as trata (salvo não raras exceções), pergunto a mim mesma as razões de
as pessoas não realizarem determinadas ações que certamente seriam muito
bem-recebidas.
Se alguém não me tratar bem mesmo se eu assim agir?
1-
Acredito que não serei julgada pelo que fizeram
a mim, mas pelo o que eu fizer aos outros.
2-
Visto isso, visto a camisa de que eles merecem meu
gelo. (Não faço mal, mas também não dou importância) Afinal, não sou
suficientemente masoquista a ponto de gostar de ser pisada. Principalmente, por
saltos.
Em outro campo, os dos relacionamentos isso também é comum.
Tanto homens quanto mulheres se acham os espertalhões que vão ganhar muitos
corações se seguirem à risca as receitas de bolo, tradicionalmente, os
joguinhos. Arg! Asco. Tome Blah!(captaram?)
Na moral, meu ponto-de-vista é: massa, faça alguma gentileza
durante certo período, depois deixe de fazê-la, espere a pessoa sentir falta e
está pronto! Um ser desesperado recém saído do fogo, prestes a virar lanchinho
e depois crer que na vida “tudo vira bosta!”
Aff...
Não seria muito melhor você deixar claras as suas convicções
até que apareça alguém que se admire com elas?
Quando isso acontecer, não é mais fácil você continuar mantendo a chama acesa todos
os dias?
Sei lá, basta uma gentileza, um tom de voz carinhoso, um sorriso,
carinho de mão, um olhar mais atento –daqueles
capazes de tocar o coração que está por dentro. Tudo isso só faz os casais se
gostarem ainda mais.
Pra mim frieza e indiferença é o fim! E, com certeza, não sou a única que compartilha dessa opinião.
Óbvio que há tb gente que ao ver demonstrações de afeto ,
acha que o outro está derretidíssimo e se aproveita da situation, esnoba, acha
que aqui já tá garantido e fica enrolando. Histórias típicas. Quanto a
esse risco, cabe você escolher a)a
parceria b)escolher correr o risco. Mas não dizem que o mundo é dos ousados?c)
pular fora se algo estiver indo errado.
Soa muito mais fácil pra mim aquelas relações as quais há
certeza do que um representa pro outro, logo, estratégias são dispensáveis. E
se, realizadas, capazes de estragar.
“Vamos fugir” de manuais!
Sejamos mais naturais!
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