SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

segunda-feira, 1 de março de 2010

Quanto custa uma lembrança justa?

Sabe, "tem vezes que eu fico pensando na vida e, sinceramente", meio ressentida.
"Como é, por exemplo, que dá pra entender?" A pouca esperteza de umas pessoas. Pra quê?


Quando digo esperteza não é a "esperteza" de alguém que se aproveita de uma situação e pratica imoralidade. E como moral é uma coisa que vai da consciência de cada um, surge então um ser que age corretamente e depois vem aquele esperto/demente inverter os valores e taxá-lo com algo pejorativo.


O que aqui invoco é como certas pessoas deixam de ser muito mais apreciadas, em outras  palavras, perdem a oportunidade de fazer com que os demais nutram admiração por elas!
Quero dizer, existem coisas tão, mas tão simples que agradam e fazem a diferença. E mesmo assim, há homos sapiens sapiens que sequer se tocam no favor que estariam fazendo - a si mesmos!
Adubando...

É perceptível a mudança de um menino, por exemplo, tííímido, calado, introvertido, aparentemente fechado e, por tal comportamento, colegas se afastam, o excluem. Talvez pela imensa dificuldade que o garoto tenha de se abrir e de demonstrar imediatamente quem ele é, acaba, coitado, sendo descrito como o cara que tem cara de poucos amigos, emburrado...
Enfim, agora note a translação que ocorre quando alguém chega junto, abre um sorriso (o cérebro correlaciona a mensagem facial com algo estilo “ tá tudo tranqüilo”, como a respiração atua quando realizada em situações de nervosismo) dá início a um diálogo, simples, sem frescura, nunca como se pisasse num campo minado, uma conversa desarmada. Pronto! Mesmo que no outro dia quem se aproximou não dedique tanto tempo e atenção quanto no dia anterior (basta um cumprimento), o outro vai ser grato atééé...
Apenas porque você foi capaz de enxergá-lo enquanto todos fingiam que ele não existia.
É incrível como as pessoas precisam se sentir úteis ao mundo e aos outros. Elas adoram ter seus comentários tidos como relevantes ou suas histórias narradas a uma platéia atenta. Satisfazem-se com isso e, em geral, recompensam quem dá um pinguinho de atenção. (Não venham me dizer que vocês não são assim e se houver alguém de afirmação convicta, por favor, me dê a dica!)
-Inclusive, a prova da importância disso é que numa reunião de Estados, se algum representante não concorda com o discurso de quem estão no palanque, a reação é se retirar.-
A sede é tamanha que em busca desse sentimento de aceitação, muitos recorrem a obter dinheiro a qualquer custo. Porque, infelizmente, a sociedade a qual se vive nesses dias é moldada de acordo com os valores capitalistas de consumo a la dízima periódica de reticências; o que faz com que poder de compra= poder de voz (na ONU isso muda de nome, vira poder de veto =P). É provável ser esse a raiz de tanta futilidade disseminada e frutificada caras-de-pau a fora.
Enfim, sabendo dessa realidade de as pessoas tratarem bem quem assim as trata (salvo não raras exceções), pergunto a mim mesma as razões de as pessoas não realizarem determinadas ações que certamente seriam muito bem-recebidas.
Se alguém não me tratar bem mesmo se eu assim agir?
1-      Acredito que não serei julgada pelo que fizeram a mim, mas pelo o que eu fizer aos outros.
2-      Visto isso, visto a camisa de que eles merecem meu gelo. (Não faço mal, mas também não dou importância) Afinal, não sou suficientemente masoquista a ponto de gostar de ser pisada. Principalmente, por saltos.

Em outro campo, os dos relacionamentos isso também é comum. Tanto homens quanto mulheres se acham os espertalhões que vão ganhar muitos corações se seguirem à risca as receitas de bolo, tradicionalmente, os joguinhos. Arg! Asco. Tome Blah!(captaram?)
Na moral, meu ponto-de-vista é: massa, faça alguma gentileza durante certo período, depois deixe de fazê-la, espere a pessoa sentir falta e está pronto! Um ser desesperado recém saído do fogo, prestes a virar lanchinho e depois crer que na vida “tudo vira bosta!”
Aff...
 
Não seria muito melhor você deixar claras as suas convicções até que apareça alguém que se admire com elas?
Quando isso acontecer, não é mais fácil você continuar mantendo a chama acesa todos os dias? 
Sei lá, basta uma gentileza, um tom de voz carinhoso, um sorriso, carinho de mão, um olhar mais atento  –daqueles capazes de tocar o coração que está por dentro. Tudo isso só faz os casais se gostarem ainda mais. 
Pra mim frieza e indiferença é o fim! E, com certeza, não sou a única que compartilha dessa opinião.
Óbvio que há tb gente que ao ver demonstrações de afeto , acha que o outro está derretidíssimo e se aproveita da situation, esnoba, acha que aqui já tá garantido e fica enrolando. Histórias típicas. Quanto a esse risco, cabe você escolher  a)a parceria b)escolher correr o risco. Mas não dizem que o mundo é dos ousados?c) pular fora se algo estiver indo errado.

Soa muito mais fácil pra mim aquelas relações as quais há certeza do que um representa pro outro, logo, estratégias são dispensáveis. E se, realizadas, capazes de estragar.
“Vamos fugir” de manuais!
Sejamos mais naturais!

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