Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está...
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade,
Nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
quarta-feira, 28 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Acerto de contas
Na época eu era caixa do
Bompreço. Ainda lembro a expressão desta cara que te fala, refletida na
balança. Tinha acabado de passar pelo leitor de código de barras a última das
três caixas de leite desnatado que faltavam para encerrar a conta. Agora, eu só
precisava saber se a cliente iria pagar com cartão ou à vista mesmo. Bom,
fiquei esperando a velha voltar do seu “momento intelectual”, pois já fazia
quase 15 minutos que ela estava a observar (escolher?) os livrinhos de bolso da
estante reservada para os livrinhos de bolso, toda entretida – provavelmente ela
deve ter achado mais um livro chato, sendo que ela considera um “achado” –
conheço esse tipo de gente.
Eu não queria atrapalhar, mas
estava ciente que na fila havia mais uns quatro clientes (lê-se impacientes) e que
no fim das contas (ao pé da letra) iria sobrar pra mim (só num sentido mesmo,
pois nunca um cliente dá a mais). Então, tratei de chamá-la (“Senhora!”)
-Ah, sim, minha filha – a velha
foi se acordando devagar de suas divagações. Ela não conseguia esconder seu ar
de entusiasmo.
E meio como quem não quer nada,
ela colocou na esteira três livrinhos. Dois bastante grossos envolviam o do
meio. Certamente, era uma tentativa de escondê-lo. Não sei por que, eu iria ver
de qualquer jeito! Não é?
Nesse momento chega uma jovenzinha,
devia ter uns 19 anos. Pela proximidade da garota com a mulher (a última prá lá
de madura), elas deveriam se conhecer a tempos.
-Sogrinha!
Mas a sogrinha parecia super
incomodada com a presença da nora, “Também, isso é hora de aparecer?”- pensei.
Justamente quando eu interrompi, Kama Sutra em mãos, “Quanta curiosidade depois
dessa idade!”
As duas se encararam. Não
consegui identificar se a mais nova estava mais surpresa, mais chocada ou com
ar de riso. Talvez tivesse as três expressões simultaneamente. A velha madura (
“pra mim, madeira”) não disse nada, mas soltou um risinho:
-hehe.
Ops...
sábado, 24 de abril de 2010
Ai se sêsse
Se eu beber e perder o juízo,
Eu não me responsabilizo =P
Eu não me responsabilizo =P
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sábado, 17 de abril de 2010
Ao leitor
Os textos que acabo de ler
São só pretextos
Para eu não esquecer
As palavras que, um dia,
Pronunciei a você
É por isso que insisto no poder das palavras.
Eu realmente não consigo resistir a um pedido delas. Sou dominada.
Elas me pedem que as leve pra passear. Eu mando elas irem sozinhas. Elas respondem que sem mim ficam perdidas.
Quanto abuso! Eu bato o pé, de má vontade: "Pra fazer o quê?"
Elas querem encontrar as amigas, companheiras parecidas, substantivas, substanciais. Querem materializar sentimentos, abstratos. Enquanto extraio pensamentos, elas lançam um argumento de flecha:"Só tem graça se for com você".
-E o que eu ganho com isso?
-Já ganhou admiração, já emocionou, já causou impacto. Já foi criticada, tida como infeliz, surtada ou doida sem noção. Já foi a menina que ele sempre quis, ganhou mais um coração. Já foi subestimada, mas muitas vezes, também teve auto-estima elevada. Mas principalmente, ganhou um pacote cheio de biscoito recheado de você. E foram tantos que provaram uma mordida...
Tristinhas, me perguntaram "Você tá cheia da gente?"
Respondi um seco "Tá um dia muito frio".
Então
As mimosas chegaram com jeitinho, botaram fogo e foi tanto o carinho que fui atingida.
Droga! Uma bala perdida.
1,2,3 e...
Respiro fundo...
Em busca de inspiração.
São só pretextos
Para eu não esquecer
As palavras que, um dia,
Pronunciei a você
É por isso que insisto no poder das palavras.
Eu realmente não consigo resistir a um pedido delas. Sou dominada.
Elas me pedem que as leve pra passear. Eu mando elas irem sozinhas. Elas respondem que sem mim ficam perdidas.
Quanto abuso! Eu bato o pé, de má vontade: "Pra fazer o quê?"
Elas querem encontrar as amigas, companheiras parecidas, substantivas, substanciais. Querem materializar sentimentos, abstratos. Enquanto extraio pensamentos, elas lançam um argumento de flecha:"Só tem graça se for com você".
-E o que eu ganho com isso?
-Já ganhou admiração, já emocionou, já causou impacto. Já foi criticada, tida como infeliz, surtada ou doida sem noção. Já foi a menina que ele sempre quis, ganhou mais um coração. Já foi subestimada, mas muitas vezes, também teve auto-estima elevada. Mas principalmente, ganhou um pacote cheio de biscoito recheado de você. E foram tantos que provaram uma mordida...
Tristinhas, me perguntaram "Você tá cheia da gente?"
Respondi um seco "Tá um dia muito frio".
Então
As mimosas chegaram com jeitinho, botaram fogo e foi tanto o carinho que fui atingida.
Droga! Uma bala perdida.
1,2,3 e...
Respiro fundo...
Em busca de inspiração.
Por pouco tempo
Chega ser triste admitir
O pouco ânimo que tenho
Pra escrever aqui
O pouco ânimo que tenho
Pra escrever aqui
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Fi-lo, o filé
A vida é como aquela velha calça.
Não é justa. É apertada.
Não é justa. É apertada.
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domingo, 4 de abril de 2010
Menina Morfina - parte I
Menina Morfina
Você me deixou.
E eu, impreciso, preciso
Do teu amor.
Menina Morfina
Pra quê tanto ódio?
Você deveria
Sentir a euforia!
Ópio...
Menina Morfina
Você me deixou.
E eu, preciso, impreciso
Do teu amor?
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