SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O movimento dos móveis

Eu conheci os rapazes em algum dia das minhas férias em Maragogi, lembro que os meus amigos mais próximos daquela época estavam danados para se pegarem e eu precisava arrumar alguém pra não ficar sem fazer nada e, assim, deixar os meus convidados ficarem fazendo tudo - no bom sentido, escuro.
Então saí da piscina, peguei os malabares e fiquei admirada como a música desses meninos se encaixava completamente nas idas e vindas - dos malabares, claro - haha
Enfim, não sei se porque me salvaram da solidão e do tédio, mas hoje fico muito feliz em chacoalhar meu chocalho de cascavel enquanto arrasto os móveis e perturbo os vizinhos do prédio.
BOTE
Quem me conhece sabe que uma das minhas bandas prediletas são os Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília. Eu simplesmente a-d-o-r-o a harmonia entre letra e... harmonia, o ritmo vibrante que me dá disposição até mesmo para usar a vassoura e, por mais auto-depreciativo que seja, eu realmente me deixo levar pela junção de instrumentos capaz de espantar aquele pensamento que "melodia". Dessa fórmula, o que acontece é que junto comigo o TEMPO também voa. Logo, por encher de cor e som e me tirar da 'mono-tonia' logo é que agora eu apresento a vocês o clipe dessa banda que é o bicho em animal animar:

sábado, 21 de maio de 2011

Milk sheakespeare

Because he wants to be a businessman,
He is a busy man!

PoiZÉ

terça-feira, 17 de maio de 2011

Por hora

Tudo o que tenho é só mar e sol
Se me tiram ou um ou outro ou um e outro

E acabo como outrora:

-Sem mar nem sol-

Um mar apavora minha ‘soul’,

Acaba com a aurora!

Pois se antes era sol. E mar,

Agora sou só. E má.

PS: O melhor de escrever é que o meu mar e o meu sol não é o mesmo pra você.
PS2: O melhor de ler é brincar de detetive.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Complemento Nominal

- Alô – atendeu em tom grave uma voz tediosa.
- O Paulo, por favor – meio como quem não quer nada, erauma moça.
- É ele, quem fala?
- Paaaaauloooo! É a Rebeca! Tudo bom?

-Rebeca?!

-É... da “Sala de Reboco”- hehe.

- Ahn... (Por que a minha memória só funciona pra saber das horas dos remédios?) Pois não, quando a senhora quer que eu vá fazer o reboco da sua sala?

- ahahahahahahaha. Boa tentativa, mas não vai ser tão fácil assim! Danadinho!

- (?!) Tanta chuva deve ter feito um estrago danado, mas dependendo da situação dá pra fazer um precinho bom.

-Não se faça de louco, eu sei que depois de ontem, eu não vou pagar nada.

-O que é que teve ontem? – agora ele tava ficando preocupado, a mulher tava do lado...

- A ‘casada’ ajuda? Não vai me dizer que não se lembra? Do risco? De toda a adrenalina?

- Minha filha, na minha idade, até deitar já é arriscado.

- E ainda diz que não se lembra, Paulo! Muito bom!

(Eu não estou totalmente moco, ela disse Paulo, tenho certeza!)

Ela prosseguiu toda melindrosa:

- Pois é... depois de horas e horas tentando me convencer a assistir um filme hoje...nessa chuva...

- Minha senhora, deve haver algum engano. A não ser que queira meus serviços de pedreiro e então seja uma cliente...Eu não conheço nenhuma Rebeca!

(Soluçando) Mas co (glup) mo é que você vem me dizer isso? Eu só fiquei com você porque me dissesse que fazia biologia, seu safado.

-Me desculpe... Rebeca, não é?

Mais soluços.

E então tudo se esclarece quando um rapazinho vai beber água e pergunta quem é no telefone.

Urrando de raiva, Paulo diz:

-Ufff, é pra você, JÚNIOR!

(Ops! ;D)

APRECIEM SEM MODERAÇÃO!