- Alô – atendeu em tom grave uma voz tediosa.
- O Paulo, por favor – meio como quem não quer nada, erauma moça.
- É ele, quem fala?
- Paaaaauloooo! É a Rebeca! Tudo bom?
-Rebeca?!
-É... da “Sala de Reboco”- hehe.
- Ahn... (Por que a minha memória só funciona pra saber das horas dos remédios?) Pois não, quando a senhora quer que eu vá fazer o reboco da sua sala?
- ahahahahahahaha. Boa tentativa, mas não vai ser tão fácil assim! Danadinho!
- (?!) Tanta chuva deve ter feito um estrago danado, mas dependendo da situação dá pra fazer um precinho bom.
-Não se faça de louco, eu sei que depois de ontem, eu não vou pagar nada.
-O que é que teve ontem? – agora ele tava ficando preocupado, a mulher tava do lado...
- A ‘casada’ ajuda? Não vai me dizer que não se lembra? Do risco? De toda a adrenalina?
- Minha filha, na minha idade, até deitar já é arriscado.
- E ainda diz que não se lembra, Paulo! Muito bom!
(Eu não estou totalmente moco, ela disse Paulo, tenho certeza!)
Ela prosseguiu toda melindrosa:
- Pois é... depois de horas e horas tentando me convencer a assistir um filme hoje...nessa chuva...
- Minha senhora, deve haver algum engano. A não ser que queira meus serviços de pedreiro e então seja uma cliente...Eu não conheço nenhuma Rebeca!
(Soluçando) Mas co (glup) mo é que você vem me dizer isso? Eu só fiquei com você porque me dissesse que fazia biologia, seu safado.
-Me desculpe... Rebeca, não é?
Mais soluços.
E então tudo se esclarece quando um rapazinho vai beber água e pergunta quem é no telefone.
Urrando de raiva, Paulo diz:
-Ufff, é pra você, JÚNIOR!
(Ops! ;D)
uhauhahuahuahuahuahuauhahuauha xD
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