Do lado de fora não chovia. Nem era noite. Muito menos fazia sol. Sei lá se era dia. Eu não me importei pra depois da porta. Eu me importava pra quem estava dentro e por coincidência pra quem ainda estava dentro, mas de mim. Espaço? Menos de dois palmos, mas pelo vácuo parecia o sideral. São três os personagens da história: dois protagonistas, um antagonista – que daria pra dezenas de protagonistas- e os coadjuvantes que são tão coadjuvantes que vou coadjuvá-los agora.
‘Introduc’ida a estrutura, apresento o enredo. Que pode parecer digno de uvas e vaias, mas se vocês, leitores, metamorfosearem a metáfora, também pode aparecer mais leite – sendo que têm que tirá-lo de pedra pra que o derramem.
O enredo:
Um invisível ser intergaláctico fez ficar visível a gordura de quem era de Vênus e a magreza dos nativos de Netuno. Isso porque num planeta tinha muita fartura, Nilo fértil; o outro, por sua vez, amargava uma seca, desértico.
Os dois ETs cresceram e se adaptaram às suas realidades e não houve problema até que num certo dia acabaram se encontrando no mesmo lugar: a Terra. Lá, eles não só se encontraram como também se conheceram; como também se embebedaram, não só se entreteram. Se inventaram.
Acontece que chegado o momento de juntarem suas visões de mundo, o cosmos (lê-se intrometido) todo metido à besta teve a audácia de demonstrar cientificamente- experiências, re-tentativas e coleta de resultados- que se Vênus cozinhasse muita comida e a desse pra Netuno, este – de nascença sem apetite- iria deixar muitos restos que iriam pro lixo e magoariam a empenhada Vênus.
Esta, em contrapartida, tão acostumada com a época de vacas gordas, comia o que eu como aqui em Recife –haha. Como Netuno não gostava de Vingança, isto é, um prato que se come frio – ele não oferecia à amada Vênus, em seu lugar: um prato francês! Vênus achava até bonita a iniciativa, de encher os olhos, mas alimentar que é bom... vento. Era como um bolo em forno alto que queima a superfície sem assar o conteúdo verdadeiro. Enfim, por mais que Netuno oferecesse várias pequenas porções, Vênus tinha fome! E como bebê que pede peito, jorrava cachoeira de Vênus.
Ainda assim eles insistiram. Seria hilário se não fosse trágico ver Vênus empurrando colheres goela abaixo do já entupido Netuno que pensava otimista: “sempre cabe mais um”. Não deu outra. Vênus foi diagnosticada com bursite aguda (explicada a razão pra dor de cotovelo?) e o ex-anoréxico Netuno, após tantas vomitadas, com bulimia, que ironia!
Em meio a essas enfermidades, vocês notaram que eu sou quem 'narra a dor'. Não só ela como o desfecho. O lero-lero lenga-lenga encerra com a nota “dó”, central e necessário. O Final. É tudo, menos feliz.
De olho no relógio analógico do computador que indica que já passaram horas desde que houve a intoxicação e... me fez lembrar do tempo! Esqueci de chamá-lo pra fechar as cortinas!
Moral da história: Gordo e Magro só pra trapalhada mesmo. Magro com magro se entende, gordo com gordo também. Mas bem que o cosmos poderia provar o contrário! Quem sabe novas experiências...
Adorei Day ahahah! Super criativa a sua forma de narrar, além de engraçada, é claro =D e sem perder o fio. Muito bom mesmo! Beijão
ResponderExcluirJá disse que és muito culta? hahaha :P
ResponderExcluir" Gata, não vou mais olhar para sua foto do face, nem ler o seu blog para pensar que a perfeição não existe." Leonardo, o Pardo. uhahuaauhuha
aushauhsuahsuahsu "Pardon"
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