SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Blues n’ soul

Não venha me dar asas
Que eu não quero ter pena.
Nem me venha com calor
Que eu sou amena.
Não me traga presentes
Pra compensar passados.
Pela ausência de ontem?
Desapareça da minha frente!
Hoje o dia é de nojo...e drama.

Não me acuse de musa,
Não me venha com ritmo,
número, polímero, logaritmo.
Não use a mesma escusa
O mesmo trecho da mesma música
Não abusa.

Não me acorde com aquele toque
Nem toque aquele acorde.
Não in-vista camisa!
Não arranque mais botão!
De rosa, de blusa

Não faça nada disso

No lugar de tudo
Tire tudo do lugar,
Sopre quase mudo
O que te der vontade de gritar.

Olhe meus olhos na guitarra,
Timbre meu nome no trombone
-Saque, sou fome!-
Dance fora do com-passo
E adentre meu sorriso,
Troque o acaso pelo abraço
De que preciso.

Faça desordem! Me bagunce!
Me balance, me confunda – e se esconda.
Se atire como kamikase nesta onda
E se sobreviver à tsunami...
Então, homem,

-Me ame-

Se no fim do túnel sempre tem uma luz,
Tem sempre um Black out depois d’um Blues

Teatrando

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem riso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais


*Sonho de uma flauta, Teatro Mágico

terça-feira, 26 de julho de 2011

Carmim


O carma desta alma
Acalma quem detesta
Atesta quem lhe ama...

Não há barro na Terra
Ou caos na lama
Que afaste nefasta condição:

Como, sendo humana,
Não cansar
Por nunca alcançar
o Nirvana?

domingo, 24 de julho de 2011

Salvador Daqui

Sea mi realista

 
      
Que ya soy SUrrealista  

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Soneto da gênesis de ingênuos

Mesmo que tente
E não consiga
Sigo contente
Comigo

Contratempos de vida
Não me vencem
Na semelhança,
Me con-vencem!

Nem conversa mansa necessita
Pra próxima vítima
 Ela recita:

Exploda-se o universo em Big Bang!
Enquanto me explodo em versos
- Pro meu bem
 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Silicone, razão e aviões do forró


Nem sei se é mesmo constrangedor o motivo da pouca freqüência das minhas visitas aqui em plenas férias, “só sei que nada seio”.
Pois é, sumi e só agora resolvi assumir: Tô de silicone nananana ;D.
Sendo bem franca, quem me conhece pode confirmar que eu nunca fui neuróóótica quanto a isso, minha ótica era até meio avessa a tais iniciativas, pois achava que quem se importa em demasia com aparência quer, na verdade, esconder o que tem por dentro – ou esconder o que não tem por dentro – fica a critério. Além do mais, a razão de eu comumente refletir sobre o existencialismo de Sartre e, por tabela, sobre “o inferno são os outros” em associação ao fato de se a minha gordura torácica, que preferiu migrar para a comunidade glútea, fosse um motivo para o cara não dizer “Vem Kafká comigo” era menos uma perda de tempo, não é verdade? Menos um mamão não maduro.

 Certo que tem vezes que “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, mas nem foi por isso q pus um plus.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cada mania com seu louco

Era mais um sábado que eu tinha tirado pra fazer a feira do mês. Assim que acordei já fui logo vendo o que tava faltando e, ao invés de arrumar a cama, arrumei foi um pretexto pra fazer aquilo que é minha compulsão: listas!

APRECIEM SEM MODERAÇÃO!