Não venha me dar asas
Que eu não quero ter pena.
Nem me venha com calor
Que eu sou amena.
Não me traga presentes
Pra compensar passados.
Pela ausência de ontem?
Desapareça da minha frente!
Hoje o dia é de nojo...e drama.
Não me acuse de musa,
Não me venha com ritmo,
número, polímero, logaritmo.
Não use a mesma escusa
O mesmo trecho da mesma música
Não abusa.
Não me acorde com aquele toque
Nem toque aquele acorde.
Não in-vista camisa!
Não arranque mais botão!
De rosa, de blusa
De rosa, de blusa
Não faça nada disso
No lugar de tudo
Tire tudo do lugar,
Sopre quase mudo
O que te der vontade de gritar.
Olhe meus olhos na guitarra,
Timbre meu nome no trombone
-Saque, sou fome!-
Dance fora do com-passo
E adentre meu sorriso,
Troque o acaso pelo abraço
De que preciso.
Faça desordem! Me bagunce!
Me balance, me confunda – e se esconda.
Se atire como kamikase nesta onda
E se sobreviver à tsunami...
Então, homem,
-Me ame-
Se no fim do túnel sempre tem uma luz,
Tem sempre um Black out depois d’um Blues