SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Silicone, razão e aviões do forró


Nem sei se é mesmo constrangedor o motivo da pouca freqüência das minhas visitas aqui em plenas férias, “só sei que nada seio”.
Pois é, sumi e só agora resolvi assumir: Tô de silicone nananana ;D.
Sendo bem franca, quem me conhece pode confirmar que eu nunca fui neuróóótica quanto a isso, minha ótica era até meio avessa a tais iniciativas, pois achava que quem se importa em demasia com aparência quer, na verdade, esconder o que tem por dentro – ou esconder o que não tem por dentro – fica a critério. Além do mais, a razão de eu comumente refletir sobre o existencialismo de Sartre e, por tabela, sobre “o inferno são os outros” em associação ao fato de se a minha gordura torácica, que preferiu migrar para a comunidade glútea, fosse um motivo para o cara não dizer “Vem Kafká comigo” era menos uma perda de tempo, não é verdade? Menos um mamão não maduro.

 Certo que tem vezes que “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, mas nem foi por isso q pus um plus.


Convenhamos, se existem métodos pra ficar melhor-e meu pai tava disposto a me fazer de cobaia da minha mãe, eu vou negar? Eu tô mesmo louca pra  ser danieldantélica e dizer, finalmente, que os fins justificam os -seios. ;D

Já chega! To colocando muito ml pra justificar a minha ausência. Dando continuidade...
Eu deveria ter arranjado algum motivo pra promessa, porque sério, parecia que eu tava pagando uma. Ações como levantar o braço, levantar o garfo, levantar a calcinha e, como não poderia faltar, me levantar, se tornaram verdadeiros desafios de sobrevivência. NO LIMITE, eu que passei o dia com dor de braço, resolvi tb passar a noite com dor. De cotovelo, claro. Em outras palavras, quero blogar.

Para os trelosos, passei o tempo –como a nerd que sou- lendo tudo o que sempre quis e que “não tinha tempo”, assistindo filme, achando música e tudo o mais o que faço nos meus momentos de autista, exceto escrever. Esse último estava impossibilitado devido à minha deficiência conveniente.

Assim, dentre inúmeras opções, (falar nisso, caralho olha qta chance o BR teve ontem!!! Parabénsparaoparaguai) passando por bom uso do tempo, trocadilhos idiotas, comportamento em grupo, memória, internacional, política, economia e outras coisas que vocês também não estão interessados - me dei o trabalho de escrever uma idéia que surgiu enquanto tomava café da manhã com meus pais.

Tô ligada que ontem meus pais saíram prum baile funk...
Haha Brincadeira.
Tô ligada que ontem meus pais saíram prum lugar onde tinha vários casais, pois só pode ter sido esse o motivo de meu pai ter hj me sugerido que arrumasse nada mais que... (não, não foi emprego) nada mais que um namorado. Sério. Então tomei uma decisão e de hoje em diante meu inconsciente não se preocupa mais com a minha vontade de me auto-sustentar. É Freud. Tanta coisa mais importante pra me pedir... um neto, por exemplo. Haha
“-Pai, mas faz o q? Um mês que eu tenho ex.”
Então, pai, o senhor não vai ler isso aqui, mas eu vou repetir pra confirmar a minha recusa. Eu simplesmente tenho amor-próprio suficiente para aceitar que não é todo dia que tenho a sorte de conhecer alguém que julgo interessante. Não é fácil pros meus padrões de qualidade encontrar um ser que vai me fazer crer que o benefício será maior que o custo. Por essa razão, não vou permitir que qualquer ser me tire da zona de conforto proporcionada pelo bem-estar que é ter uma preocupação a menos. Eu prefiro (sei lá) matar barata -a me “envolver” com os previsíveis homens de fórmulas prontas. É melhor perder tempo jogando videogame com meu irmão a sair com caras que vão me acrescentar muito pouco. Se você, leitor, tá com raiva de mim e se ofendeu, calma, que pra minha sorte (e azar da minha tia, já q eu não vou ficar pra ela) isso não é a descrição pra todos, ainda existe originalidade. Não existe?

E agora entra a polêmica de hoje: como equilibrar razão e emoção?

 

Isso é uma necessidade. Fato. Ninguém agüenta conviver por muito tempo com aquelas pessoas que se  acham a banana do chapéu da Carmem Miranda, o último fusca fabricado porque se dizem frias e racionais. Do mesmo jeito que é insuportável estar por perto dos emos de plantão. Pra mim, o ideal é analisar cada situação e perceber qual dos instrumentos o fará mais feliz e trará menos sofrimentos futuros. Trabalho e dinheiro, por exemplo, quase não existe “crítica à razão pura”, já no campo dos relacionamentos interpessoais, se você for exclusivamente racional, corre o risco de ser interpretado como um robô – Mecânico. Programado- aff não robe a sua própria espontaneidade, desliga o piloto automático! Enfim, o melhor seria compreender as horas do pêndulo entre o primeiro e o último.

É o mesmo que ocorre com a política cambial, por exemplo. Nenhum Estado sensato, exceto talvez a China, permite que o câmbio seja imposto pelo governo ou exclusivamente determinado pelas forças ocultas do mercado – a maioria faz uso da política mista – deixa flutuando até certo ponto, atingido o limite, o governo trata de regular.

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No entanto, quero deixar claro que não quero dizer pra o tempo todo darmos uma de Camões no campo dos relacionamentos. Come on!
Don’t be silly, precisamos ser racionais – afinal ninguém é masoquista pra querer sofrer à toa, ser feito de idiota e ter a auto-estima afetada. Desse modo, sejamos racionais no momento da escolha e na hora em que finalmente o encanto quebra e você percebe no outro algo que você não quer para você. Sabemos que todos temos defeitos, mas também sabemos o divisor que separa o inadmissível do suportável, ou moldável.

Por outro lado, não podemos ainda agir como zagueiros, a todo momento desesperados para desarmar qualquer ameaça de GOL – pois dessa maneira o que teremos não passará de casinhos irrelevantes e superficiais. Será difícil conseguir nutrir uma relação mais forte, em que os companheiros estão em constante aprendizagem, interagindo, compartilhando as diferenças e, por incrível que pareça, enxergando nela, a oportunidade de se complementar. (Porém, é importante deixar claro que não é pra ser tão diferente não. Pra mim, é essencial ter interesses em comum: “Os opostos se distraem, os dispostos se atraem”.) Tá bom tá bom, pra finalmente fechar o parágrafo, é muito boa a sensação eufórica que a emoção traz consigo e com uma relação recíproca. Harmônica de comensalismo. Rêmora e tubarão. Jacaré e aquele passarinho. Ou seja, os dois se beneficiam.

Por fim, como minha idade não permite que eu seja super experiente, procuro compensar a desvantagem ouvindo as experiências alheias. Simplesmente não quero passar pela vida e dizer que eu “devia ter me importado menos/ Com problemas pequenos/Ter morrido de amor...”

E assim eu vou indo. Pro pedido inusitado de painho repito o clichê: vou cuidar do jardim – pra que os beija-flores venham. Enquanto não chega a primavera, eu cultivo planos, em outras áreas, o resto é conseqüência.

 Outra coisa, se não vale nada... deixe de gostar! Mas isso é só mais um pretexto pro vídeo ;D

6 comentários:

  1. sabe de uma coisa? acho que mesmo contruindo e desconstruindo teorias, mais tarde a gente vai mudar de ideia. O negócio é viver mesmo, a vida vai ensinando o que é certo e errado (se é que isso existe).

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  2. Pois é, Guila, algumas vezes me pego discutindo coisas super desnecessárias que não me levam a lugar nenhum e dps penso q teria sido melhor nem ter tocado no assunto. Mas qto ao post, pra mim faz sentido tentar entender se é a emoção ou a razão que vai me trazer mais vantagem- já q são acontecimentos da vida que vão me ensinado essas conclusões...

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  3. claro que o post faz sentido e essas tentativas são válidas - e eu concordo que o equilíbrio é quase sempre a melhor medida.
    Eu tbm tendo a teorizar, mas às vezes me dá preguiça, porque sei que só vivendo é que vamos ter respostas.
    Uma vez eu ouvi que a idade traz rugas e certezas. Por enquanto a gente fica só nas dúvidas ;)

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  4. Paixão/Amor/Razão; Acho que até o fim dos tempos vamos estar discutindo qual deve preponderar. Digo mais, dificilmente haverá um "meio termo" porque nós, seres humanos, somos muito intensos e a partir do momento que formos pegos pelas " teias da paixão" não haverá nenhuma razão que acabe com esse sentimento, sendo recíproco então! hahaha... Bom, gostei da tua frase que diz: o opostos se distraem e... e... esqueci ¬¬; bom, a parte que mais me chamou a atenção foi essa, talvez por isso tenha lembrado. Já namorei uma garota totalmente o meu oposto ( não gostava de ler, filme e consequentemente cinema, de filosofar pior ainda) e, realmente, só deu para me distrair. Lembra que te disse que era ótimo conversar com pessoas "inteligentes", "cultas"? Bom, passei dois anos e uns quebrados com abstinência disso hahaha...

    Acredito que seja importante formular as teorias ao longo de nossa vida, mas nunca esquecer o conceito de ser uma metamorfose ambulante e sempre ter a mente aberta para novas fórmulas, mentiras, verdades...

    " Não se aprender filosofia, mas sim a pensar filosoficamente..." O Mundo de Sofia

    " Viver sem filosofar é o mesmo que percorrer a vida com os olhos vendados." René Descartes

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  5. A frase de Descartes descarta qualquer possibilidade de negação a pensar, pensar - ainda q coisas aparentemente inúteis, como o tema do post^^
    Agora vê,o seu comentário sobre "a menina oposta a vc" me fez refletir...
    Inteligência e conhecimento tb me seduzem, é bastante compreensível a necessidade de se ter uma companhia que acompanhe até as conversas! No entanto, isso pra mim não desmerece aquelas pessoas q n têm mto conhecimento. Pois mtas vezes, elas são sábias ou têm um coração tão bom q é um prazer estar perto delas ^^
    Talvez por isso vc tenha ficado um bom tempo c ela, existiam outras coisas q "prendia"

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  6. Ah, sim, claro! Do jeito que falei pareceu, realmente, um desmerecimento, mas não foi minha intenção. O que quis dizer é que as compatibilidades como você citou em seu,criativo e ótimo, texto são bem importantes e, diante da paixão-cega- não percebi as diferenças extremas. No começo não são tão perceptíveis porque é a fase da pegação ( 3 primeiros meses, mas com margem de erro haha), mas com o tempo e o desgaste natural de uma relação, a base que seria a compatibilidade foi ausente no meu caso. Com certeza minha ex em inúmeras qualidade, mas não me atraia mais, assim como as minhas não a ele porque não tínhamos uma forma forma de pensar. Enfim, "os opostos se distraem" uhauhauhauh

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APRECIEM SEM MODERAÇÃO!