Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
domingo, 25 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
Frutas vermelhas não são verdes
Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
E em cada canto em vejo um lado bom
Que hoje eu passei batom vermelho
Eu tenho tido a alegria como dom
E em cada canto em vejo um lado bom
quarta-feira, 14 de março de 2012
Tudo era apenas uma brincadeira
Quando ela encostou a cabeça e ouviu um coração tocar
maracatu e ele, tocando o peito, sentiu um coração pular frevo, eles perceberam
que o carnaval poderia sobreviver à quarta-feira.
domingo, 4 de março de 2012
Sumiu sozinha e foi somar com o que nunca foi demais
Eu gosto de morar semi-sozinha. Gosto, gosto. Agora uma das
coisas que eu não gosto de morar semi-sozinha -não gosto, não gosto- é ter que
dividir meu habitat com esses objetos duros, inexpressivamente rudes e duros. É
ter que dividir meus hábitos com essa porta de pau, essa parede de concreto e
esse chão de pedra.
Se eu pudesse não morar semi-sozinha, escolheria como
companheiro um pé de fruta-pão ou então algum animalzinho mamífero diferente de
morcego. Se eu pudesse não morar semi-sozinha, escolheria para diário, um
travesseiro bem fofo e, para despertador, um acordeom bem humorado. Se eu pusesse não morar semi-sozinha,
viveria com algo envolvente pra me envolver de noite na medida suficiente pra volver a me envolver de dia. Se eu
pudesse não morar semi-sozinha...
Ai, sofá, por que é que eu sempre tenho essa vontade danada
de, do nada, abraçar?
sábado, 3 de março de 2012
Paz e trilhos
Quando se foi aquele rapaz,
pensei por um momento que, junto com ele, tinha-se ido minha paz. Engano meu. Pois
enquanto eu vivo com vontade de morrer de overdose de vida - o rapaz, com sua
costumeira animação de lápide, vive como se não vivesse mais.
Para contribuir com a onomatopeia dos típicos
quadrinhos sonolentos, da minha PAZ só levou a última letra. Pois hoje é
justamente com as que me restaram que
I take a rest.
Ele cavou a própria cova e para enterrá-lo desde já, uso o que ele mesmo deixou comigo: uso a PÁ de espírito.
Assinar:
Comentários (Atom)
APRECIEM SEM MODERAÇÃO!

