Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
domingo, 30 de dezembro de 2012
O amor dilatado
Ultimamente me peguei pensando que eu tenho amor demais para dar. Isso não seria problema se não fosse a imensa dificuldade em encontrar um coração onde caiba todo o meu amor. A questão é justamente essa, achar um coração flexível o suficiente para, aos poucos e sem pressa, ir se dilatando. Ir se dilatando a ponto de fazer o meu coração, já maior que eu, se dilatar também. Já pensou? Cada coração se alimentando do amor do outro e crescendo, crescendo... Mas, e se os corações não suportarem tanto amor e PLOC! pocarem? É um risco. Acontece que, antes disso, eles também podem se tocar e então um adentrar o outro e se unirem e crescerem juntos. Porque o amor pra mim é isso: dois corações que se dilatam, se juntam e viram um só. Cada qual sem deixar de preservar o amor próprio...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O que é uma vida bem vivida, afinal?
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Vai exibir seus louros
Vai encher os ouvidos dos outros
Com presunção e soberba
Vai se deliciar com o status adquirido
À custa de muito máquina e pouco homem
Orgulho de tanta frieza no lugar do coração.
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Vai defender os errados
Fechar os olhos para a moral
Vai camuflar seus atos com eufemismos
Vai confundir garra com obsessão
Sem alternativa, vai usar seu talento para o mal.
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Vai te culpar no dia em que teus pais se forem
Por ter decepcionado os únicos que sempre estiveram ao teu lado
Vai trocar os velhos bons amigos
Pelos novos à espera de respingos de sua glória
Vai jogar fora os beijos da amada
Como se descartam as lembranças inúteis.
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Vai ser apontado aonde for
Por desconhecidos, cumprimentado
Vai amontoar tesouros, carros luxuosos e mulheres
Vai esquecer quem te admirava
Quando eras um zé-ninguém
Quando ninguém dava nada por ti.
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Vai acreditar que és imbatível
Vai, com o rabo entre as pernas,
Lamentar que a mão que afagou, agora apedreja
Vai fantasiar sonhos vazios.
É tudo vaidade, Pedra, só vaidade...
Conquista logo o que tu queres!
Carpe Diem!
Mas Prepara-te. Porque as montanhas ficam, o mar fica e o sucesso passa.
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Projeta a tua história para conquistas superficiais
Satisfações fugazes
Vai parar numa cama de hospital
Vai ser demitido
Onde estão os bajuladores?
Cadê as interesseiras?
O que fazer se não deste valor ao que realmente era importante?
Vai, Pedra! Ser gauche na vida.
Vai morrer solitário.
Ou não. Certamente todos vão lembrar diariamente que você foi um dos vários sócios do "Maior Escritório da América Latina".
Receba meus parabéns por abdicar de tudo e conseguir ser O Maior.
a-b-a-n-d-o-n-a-d-o
Acorda!
Lembra-te, homem!Do pó nascemos e ao pó retornaremos!
Mas vai, Pedra! Ser gaúcho na vida...
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