SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sobre "Nós que aqui estamos por vós esperamos"- mais textos sobre ele virão

Se eu pudesse definir o filme com poucas palavras, eu diria que ele é reflexivo e tocante.

O primeiro adjetivo representaria, qual em alguns códigos linguísticos, a nossa voz. Nós que agimos e nós mesmos que sofremos as nossas próprias ações. A voz do povo que se justifica como sendo a voz de Deus. "Ouçamos a voz da razão", diz o homem moderno. Razão esta supostamente imaginada sob forma de raio luminoso, reflete-se difusamente no espelho(das nossas atitudes), a imagem formada por essa reflexão da razão é inversa, inversa mesmo pois o perceptível é só sentimento.Sentimento de impotência, o concreto paradoxalmente abstrato -isto é- a certeza de que a nossa vontade sequer chega ser um peão na partida de xadrez, no jogo de interesses, na partilha do bolo; mas que vontade? Essa vontade que é abstrata, cada um, mano, com a própria interpretação. A maioria sequer reconhece a própria vontade, daí podem chegar a pensar que aspiram chegar ao xeque-mate dos outros, game over, "Hasta la vista, baby" ; contudo quando surgem as consequências, eles tomam uma aspirina ao invés de refletir se era realmente da vontade deles que os seus bisavós morressem na Primeira Grande Guerra, que os seus avós morressem na Segunda, que os seus pais morressem no Vietnã, que eles mesmos morressem no Iraque e que os seus filhos - se nascidos- morressem... numa provável Terceira Grande Guerra?!
Será possível que a gente não aprende?
PAUSA PARA REFLEXÕES

Tocante. Não somente pela trilha sonora tão sensibilizadora, tocante também porque toca no nosso ponto fraco, pois é, a verdade dói. Vive-se nesse mundo pra dar tapa na cara, no final das contas: na própria cara. Parece um jogo de tênis: as mãos-raquete e as bolas-desgosto (bolas! eu quis dizer bolas-rosto). Grande parte tenta fugir da dolorosa realidade, nesse caso aspirina só não resolve, aí eles cheiram pó. E muito. Porque pra deixar que as criaturas recriem o criador à sua imagem e semelhança, só depois de um recreio- viva ao pó recreiante! - comemora o traficante.
Pobres homens viciados em poder. Para poderem ter mais poder sobre os semelhantes -me avisem se descobrirem perante a que são verdadeiramente semelhantes porque pra mim são todos iguais, mas uns mais iguais que outros- criaram as máquinas. Os "visionários" deixaram, ou nem perceberam, que elas ganharam poder sobre eles, ou seja, que as criaturas tornaram-se capazes de determinar o comportamento dos criadores. LEMBROU DOS FILMES DE FICÇÃO CIENTÍFICA?

A conclusão -ou lição, se preferir- indica que o filme deve continuar tocando, tocando-nos até sacudirmos! Quem sabe assim, acordemos pra batata assando. Aspiremos todo o pó da mente, do corpo e da alma poluidor pois nós que aqui estamos por vós esperamos.

ATCHIM! Seja...

Um comentário:

  1. esse ,sem dúvida, foi um dos melhores!

    que saudade das nossas conversas!!!!!

    ja sabe que se RI nao der certo ja tem um plano B neh?! eu to tentando achar o meu ainda ;]
    beijão meu amor

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