SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Enganei o bobo na casca do ovo

Ontem aconteceu uma coisa inédita comigo. Uma mulher bastante abalada disse que ia “se jogar na frente de um carro” e que eu a tinha salvado da morte. Fiquei perguntando sobre a vida dela e ela me respondia muito emocionada. Chorava, se tremia... Enfim, comoveu a idiota que vos fala. Era uma golpista. Foi um golpe tão elementar que evitarei falar do elemento porque nem eu mesma tô agüentando a minha ingenuidade.

Fica a lição de que, por mais que eu queira confiar nas pessoas, eu simplesmente não posso. Também aprendi que não posso subestimar os outros, por mais frágeis que aparentem ser. Ai Ai Até ontem a minha cabeça vivia num conto de fadas. Hoje, finalmente, me toquei que o que os outros falam é a mais pura verdade: vivemos num mundo-cão. Cada um lutando a favor de seus interesses, interesses esses que na maioria das vezes se chocam com os dos outros. E prejudicam os outros. Não existe uma “comunidade” em que todos se beneficiam. O cenário é: Ou eu ou eles. Feito caranguejos que para subir precisam passar por cima dos companheiros de caixa e, assim, derrubam-nos. Pode parecer anti-ético. Mas eu, uma ex-sonhadora para um mundo melhor (=B), fui tentar ser boazinha e acabei como bobinha. (PALAVRÕES EXALTADOS). A tentativa de me conformar é: o índice de enganações comigo tenderá a diminuir. Pelo menos é o que eu espero depois desse baque.

Sei que muitos aí do outro lado dela devem tá rindo por dentro, pensando “como ela pôde cair numa conversinha dessas?”, “será que se eu chegar com uma conversa fiada (não necessariamente com o tema da desprezível de ontem), ela também cai na minha?” ou ainda “ainda bem que não foi comigo! ufa!” - numa aula de português fiquei sabendo que pesquisas informam que quando acontece algum acidente, qualquer tragédia, é esse o primeiro pensamento delas.

Bom, vai além dos meus poderes evitar que vocês me enxerguem por esse ângulo. Até porque eu estou sem razão. Falar em razão, fico imaginando como depois de um tempo “caíram várias fichas” e também como na situação a pessoa se deixa levar pela emoção.

Voltando, podem mangar de mim, mas creio que fui enganada na hora certa e o roubo serve até como estímulo para eu recuperar o dinheiro.

Sendo que as desculpas esfarrapadas que acabei de lhes (me)dar ainda são insuficientes para eu me conformar. Por isso, citarei uma série de golpes dados em pessoas famosas ou vigaristas que ficaram famosos por sua lábia. Para que todos saibam (e eu mesma) que não fui a única e que todos vocês serão ou já foram induzidos – sem sequer perceber.

1) Pelé foi enganado pelo empresário Pepe Gordo.Viu falir a Construtora Netuno, ligada à sua empresa Sanitária Paulista.Teve um prejuízo gigantesco. O que mostra que jogar bem não é tudo, do mesmo jeito que tirar boas notas na faculdade também não é tudo. Somente vivenciando que a pessoa percebe as “espertezas” da vida.

2) Lembram do filme “Prendam-me se for capaz”?
História semelhante ocorreu aqui mesmo no Brasil. Foi o Marcelo Nascimento da Rocha, 33 anos. Era empresário, aviador, líder de facção criminosa, rico e famoso. Vigarista, enganou autoridades, celebridades, jornalistas e até os guardas da prisão de Bangu, usando 15 identidades diferentes.

Abaixo segue uma entrevista que o Amaury Jr. Fez, acreditando piamente que ele era filho do dono da empresa de aviação Gol:
- Amaury Jr - Eu queria que vocês conhecessem o Henrique de Oliveira, vice-presidente da Gol. Ele é filho de Constantino, que é o presidente. Em primeiro lugar, muito obrigado por sua participação (...) e parabéns à Gol, porque a Gol está passando ao largo dessa crise. Qual é o segredo?

- Marcelo - Na verdade nós não temos segredo nenhum. Nós partimos do princípio básico do nosso grupo que é nunca estar devendo nada a ninguém. Então temos nossos aviões pagos, quitados, e não fizemos leasing....

- Vocês têm metas internacionais?

- Temos. Agora no próximo ano nós estaremos entrando nessa banca de voo internacional com algumas aeronaves. Ainda não decidimos qual o modelo, mas estaremos entrando, sim.

- Quantas aeronaves tem a Gol?

- Nós estamos com dez aeronaves. Todas são Boeing 737-700, e vamos receber mais quatro aeronaves até o fim do ano.

- Que bom que vocês estão dando um exemplo de administração, porque enquanto está todo mundo esperando, a Gol está navegando e olhando por cima do horizonte. É a primeira vez da Gol no Recifolia?

- É a primeira vez, mas acho que vamos participar sempre, porque é muito boa essa festa... Gostamos realmente e pretendemos ser parceiros de todo mundo....

- Parabéns, Henrique. Leve nosso abraço a Constantino e a toda a diretoria da Gol.

- Levarei. É um prazer estar com você, e sempre que precisar pode contar com a gente. Voe com a Gol, show de bola em aviação.

© Página3/Agência Estado
Sexta, 29/5/2009 14:19.


3) Da Super interessante: O homem que vendeu a Torre Eiffel
Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL. Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. "Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre", disse. "A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata." Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma "visita de inspeção" ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: "Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor". Não teve erro: o homem subornou o "oficial" Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o chapéu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. "Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok", dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma "cópia" perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.

4) Li certa vez a história de um cara que vendeu passagens de barco para terras exóticas nos trópicos e acabavam num fim de mundo sem comida, sem água, praticamente compraram a passagem para o outro mundo.

5) Além das manipulações d einformação da mídia, as técnicas ilusórias de publicidade etc e tal.

O que observo é que na maioria dos casos os interessados (não os interesseiros) se iludiram com a perspectiva de obter algo em troca. E eu?
Nem isso fiz.
Na melhor das hipóteses uma passagem para o céu.
Puff

De qualquer maneira:
"Quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio
inferno encontrou energia para fazê-lo."
Nietszche

2 comentários:

  1. Se serve de consolo... Quando tinha 13 anos, uma colega de turma de inglês me passou a perna e ficou com o meu dinheiro do ingresso e da camisa do halloween pra ela... resultado: não fui pra festa e ainda levei uma surra em casa pra aprender a não confiar assim nos outros... heheheheh
    bjus.

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  2. hahahhaa
    pq isso n aconteceu quando eu tinha 13 anos?
    mesmo assim, valeu, Bruno!
    eu n sou a única
    (eu sou a outra =P)
    HAHAHA

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