SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

sábado, 17 de abril de 2010

Ao leitor

Os textos que acabo de ler
São só pretextos
Para eu não esquecer
As palavras que, um dia,
Pronunciei a você

É por isso que insisto no poder das palavras.
Eu realmente não consigo resistir a um pedido delas. Sou dominada.


Elas me pedem que as leve pra passear. Eu mando elas irem sozinhas. Elas respondem que sem mim ficam perdidas.
Quanto abuso! Eu bato o pé, de má vontade: "Pra fazer o quê?"
Elas querem encontrar as amigas, companheiras parecidas, substantivas, substanciais. Querem materializar sentimentos, abstratos. Enquanto extraio pensamentos, elas lançam um argumento de flecha:"Só tem graça se for com você".
-E o que eu ganho com isso?
-Já ganhou admiração, já emocionou, já causou impacto. Já foi criticada, tida como infeliz, surtada ou doida sem noção. Já foi a menina que ele sempre quis, ganhou mais um coração. Já foi subestimada, mas muitas vezes, também teve auto-estima elevada. Mas principalmente, ganhou um pacote cheio de biscoito recheado de você. E foram tantos que provaram uma mordida...
Tristinhas, me perguntaram "Você tá cheia da gente?"
Respondi um seco "Tá um dia muito frio".
Então
As mimosas chegaram com jeitinho, botaram fogo e foi tanto o carinho que fui atingida.
Droga! Uma bala perdida.

1,2,3 e...
Respiro fundo...
Em busca de inspiração.

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