Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
O "jeitinho brasileiro" tem jeito?
Cara Daylhane, fiquei pensando sobre a sua pergunta hoje no final da aula. Acho que foi o brasilianista Alfred Stepan que disse que "A complexidade do Brasil é mais complexa do que a dos outros".
O processo
de formação societária e de institucionalização política do Brasil é
marcado pela indistinção entre o púlico e o privado e pela falta de
autonomia dos sujeitos. Desses dois elementos decorrem o clientelismo, o
patrimonialismo , o paternalismo\ autoritarismo (uma combinação bem
tupiniquim que Gilberto Freyre chamou de dominação afetiva) e , em
grande medida, o messianismo político.
Entretanto,saber disso não nos
autoriza a agir como reféns de uma lógica determinista, ou a nos
resignar diante de um destino histórico perverso. Pensar assim é
contrário a todo poder de agência e capacidade de
superação das adversididades do gênero humano. A história já deu
grandes testemunhos de sociedades que foram capazes de se aperfeiçoar,
incentivando a cultura cívica e punindo os desvios.
O nosso grande
problema é a armadilha social gerada pela falta de confiaça e descrédito
generalizado das instituições. A confiança é um recurso socialmente
valorizado extremamente valioso e difícil de ser recuperado quando é
perdido. Os
compromissos coletivos que permitem a manutenção das normas sociais vitais para
o funcionamento das instituições políticas e econômicas estão intimamente associados
aos padrões morais que legitimam essas regras.
A armadilha social se
estabelece em um ambiente no qual não existe suficiente crença no respeito às
convenções estabelecidas, portanto, o ato de não cooperar ( de transgredir) passa a ser visto
pelos atores como estratégia mais racional. Isso é particularmente problemático,
pois em uma sociedade que se estabelece tal situação, mesmo os agentes
políticos que desejam cooperar são compelidos a não o fazer e burlar as normas
como estratégia de sobrevivência!
Para
quebrar com esse ciclo é necessário antes de mais nada promover a
educação cidadã e os valores que são capazes de revitalizar os sujeitos e
as instituições, resgatando-os da corrupção, do cinismo, conformismo e
maliciosidade. Seguramente fazer isso é muito complicado por que a
maior parte dos mecanismos causadores desse comportamento não podem ser
facilmente observados e tampouco mensurados. A verdade é que esse é um
desafio que transcende os limites da política partidária (já
completamente absorvida pela armadilha) e da educação convencional
(puramente escolar).
A
transformação depende das famílias, das instituições religiosas, da
sociedade civil organizada, dos grupos de amigos, das Ongs sérias
e de cada um dos homens e mulheres de boa vontade que acreditam que
podem começar a construir um país melhor para se viver no presente e um
futuro digno para seus filhos.
Por isso eu disse que tudo começa com
você. Se você não perder a capacidade de se indignar com a corrupção e
lutar para não permitir que isso faça parte de sua vida, já terá dado um
passo muito importante para interromper o ciclo vicioso da crise ética
que impede que o Brasil mostre todo o seu potencial e sirva de exemplo
para o mundo. O conhecimento e o respeito são algumas das maiores
ferramentas para operar esse "milagre". Invista neles com tenacidade e
dê a sua
parcela de contribuição para que outros possam aprender livremente (dos
livros, da história e dos homens) e ver que é possível mudar; que sim
"o Brasil tem jeito". Respeite as regras; faça o que é lícito e exija
que todos façam o mesmo.
Tudo começa com coisas simples, mas que depois
podem tomar volume e lutar contra o descalabro que presenciamos
cotidianamente. Já pensou que país você teria se, quando alguém furasse
uma fila, jogasse lixo no chão ou obtivesse qualquer vantagem indevida,
as pessoas o repreendessem com vigor e acionassem as autoridades se ele
se recusasse a respeitar as normas?!! Já imaginou alguma vez como seria
essa nação se, ao invés de tolerar a corrupção dos
líderes e fazer piada sobre isso, as pessoas começassem efetivamente a
lutar contra essa mazela, começando por si mesmas?!
Tudo começa com nós
mesmos, pois, não se faz uma República sem republicanos.
Prof. Elton Gomes
Prof. Elton Gomes
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Cineósofo ou Lembrança do Bom Fim
Você me chamou pra dançar aquele dia
E me pediu pra te ensinar (REBOBINE)
Mas como te ensinar eu poderia?
Se você sabe dançar! (REW)
Você me chamou pra dançar aquele dia
Mas como eu vou te chamar?
Cada frase que eu soltava, você ria
Isso encheu meu coração de alegria
Em cada passo no
compasso dessa dança
Caminhava a esperança.(PAUSE. APOSENTE O PLAY)
Corria o tempo e ao invés das horas
Você me contava as suas histórias.
Era um cineasta da sinestesia
Que viajava numa van, filosofia,
E o pensamento seqüestrava...
Então - se não me falha a memória-
Olhos nos olhos
De cara a coroa fez-se o carinho
Distraída, nem vi a banda sair do tom
O vermelho da boca me fugia
Enquanto você me tirava o batom!
Você me chamou pra dançar aquele dia,
Pra de noite me beijar.
Mas você não é daqui, é da Bahia!
E como eu vou te amar?!
domingo, 20 de novembro de 2011
O coral
Ela tem pés de bailarina.
Ele tem pés no chão.
Ela é leveza flutuando em mergulhos.
Ele é a mão impedindo de se pedir a mão.
E a mão que pede perdão,
impedindo de se despedir da mão.
E a mão que pede perdão,
impedindo de se despedir da mão.
Peixe e aquário.Tão ímpares, são também par.
E juntos, um no outro se aprofundam.
Porque um dia ouviram falar
Que debaixo d’água tudo é menos superficial.
sábado, 5 de novembro de 2011
Livros, radicais livres
Livros, livros, radicais livres.
Ás vezes fluindo junto a pré ou su-fixos, litros de letras circulam livremente
por essa corrente sanguínea. Venenosos, quiçá roubem meus vasos para, nessas
veias, regarem rosas vermelhas. Ou não, talvez só arranquem sujeiras daninhas. O fato é que,
envoltos em tubos, adentram as quatro paredes desse quarto e, sem titubear, se pregam à
minha intimidade.
Livros, livros, radicais livres, enquanto uns vão, outros voltam. O montante não se amontoa, se desprende. É arrastado. Auto-explodido.Traídos pelos extremistas, fundamentalistas, literais se livram até serem dissuadidos por uma bomba atômica. Em outras palavras, até serem presos por este coração - que bate e bate; bate bate; batbat, btbt...
Bate a porta
da aorta para ver se é recebido por alguém, ingênuo o suficiente, carente demais
para permitir que grupos de radicais foragidos se sentem à mesa e, com todo o
sentimento, sejam convidados a desfrutar a horta da casa da arte.
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metalinguagem
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
3x4= alfabeto
Tanto a escrita quanto a fotografia têm o mesmo propósito:
Aprisionar o momento
dentro de um suspiro de memória.
domingo, 30 de outubro de 2011
E o vento elevou
Depois de mais um pesar, a leve Pena pediu ao Vento:
-Me leve.
O Vento, sem nenhum lamento, respondeu:
-Seria uma pena te levar mais ainda. Sem rumo,
sem rima. Nem rosas, nem risos... Pensa!
-Por amor...
-Pena,
desaparecerias como línguas à míngua!
-Que diferença faz? Já estou Cheia,
quero mais chegar Nova! Cansei de enlou-Crescente! Amo mesmo é Me guiar.
Então, ainda que com um sopro no coração, o som da brisa vibrou
num tom de brasa:
-No lugar, eu te e-levo. Desta
vez, ao luar certo.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
CIDA não tem mais idaDE pra isso
-Onde está esta LEVADA?
-Calma que JA-TI-Ú-CAminho indico:
-> Se ela foi rezar pela CRUZ DAS ALMAS, passou pela AVENIDA
DA PAZ e deve estar com LOURDES lá na GRUTA dela.
->Se não, deve ter ido jogar dominó no TABULEIRO DOS
MARTINS.
->Sabe se ela tava com fome? Pode ter ido chupar
MANGA-À-BEIRA da LAGOA MUNDAÚ.
-> Sabe se ela tava com sede? Pode tá no BEBEDOURO.
-> AMÉLIA recebeu alguma ROSA? Se sim, certamente tem
jarros a aguar, tá em JARAGUÁ!
->JACINTINHO nasceu? BENEDITO seja BENTES que ela foi
VERGELssica!
-> O CLIMA tá BOM? Então saiu com STELLA pros MARIS da
PONTA VERDE!
-> Se não foi à padaria, deve ter ido ver aquele “pão” de
FRANCÊS na casa da PRAIA dele.
-> Não tá com ele? Meus Deus, então suba o FAROL que ele
deve tá levando uma PONTA da GROSSA!
Aí a mãe se pronuncia:
-MIRA, amaNTE?! Mentira e vá ver se ela tá pintando o 7 das
ILHAS.
-Calma, Cida, achei! – e continua: Amélia tá no passeio. E
fala com Amélia:
-Amélia, tua mãe tá JANGADA com você!
-Me passa o celular.
-Mãe, vim mostrar PrA JUÇARA que aqui tem praia até com
piscina!
-Jura? Não faça graça que sua cara de pau não esconde os RAMOS
em que você está com o GRACILIANO!
-EU ESTÁ QUE O GOMES?! Mãe, não tenho tempo pra prosa,
depois a gente con-versa- e desliga a chamada.
-Ju e tia Mira, inventem uma mentira polida que eu tô
lascada!
E o francês que da situação só entendeu os lugares,
finalmente se manifestou:
-Trés interessante, Ju! Tudo faz jus ao nome! Não é à toa que com mar, céu e sol assim, aqui
só podia ser... MA-CE-IÓ! – e sorri abobalhado.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Bilhete de geladeira
Amigo(a),
Você é tecido que traça não rói, é tinta que com o tempo não desbota, é saudade costurada nessa colcha. Mas se, por um acaso no decorrer de nossas vidas, meus amigos, essa colcha ficar larga demais (de um jeito que a gente vai ter que costurá-la com a Linha do Equador!).
Aí, meus amiguinhos, saudosos vocês se lembrem: para os amigos o tamanho da saudade é a mesma distância que aproxima...
Fico muito feliz de poder me esquentar com o afeto de vocês!
Vocês estão todos bordados no meu coração. ^^
Você é tecido que traça não rói, é tinta que com o tempo não desbota, é saudade costurada nessa colcha. Mas se, por um acaso no decorrer de nossas vidas, meus amigos, essa colcha ficar larga demais (de um jeito que a gente vai ter que costurá-la com a Linha do Equador!).
Aí, meus amiguinhos, saudosos vocês se lembrem: para os amigos o tamanho da saudade é a mesma distância que aproxima...
Fico muito feliz de poder me esquentar com o afeto de vocês!
Vocês estão todos bordados no meu coração. ^^
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Eu não quero saber
O que eu tenho a ver?
Eu estou pouco me lixando!
Pouco me importa.
Tô nem aí...
Eu não quero saber
Se dormiu mal
Se se formou,
Se foi promovido
Se saiu do hospital
Se continua a dor no ouvido.
Se a calça apertou
Se te mandaram pro inferno
Pro raio que o parta
Pra catar coquinho
Se se lembrou de mim.
Se tá lá na China
Se voltou de viagem
Se se mudou
Bem pro meu bairro,
Se aprendeu a chorar.
Se tá lá na esquina
Se o carro quebrou
Se tá no interfone
Se trouxe livro
Ou pretexto.
Pouco me importa
Ou pretexto.
Pouco me importa
Se aprendeu a sorrir
Se não tem onde ficar
Se tá batendo na porta
Se tá batendo na porta
Se essa é a canção
Se é a nossa sina
Se é a sua mão.
Se esse é você
Que tá no meu andar
Eu não quero saber!
Eu só quero saber...
-Se você aprendeu a amar.
-Se você aprendeu a amar.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Gemada
A língua francesa é tão sedutora que até quando uma pessoa
diz que ama, ela J’aime.
;D
Marcadores:
Frases da Lua,
penSOUL alto,
pró-Libido
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O dia em que virei cabra-macho
Escrever é esquecer. Esquecer que
em algum momento vai aparecer alguém que vai ler o que escrevo e ao mesmo tempo
vai achar que também está ME lendo.
Escrever é esquecer. Esquecer que talvez o
audacioso do outro lado possa realmente estar me lendo! E agora, mulher?
Escrever é esquecer. Menos por
aquilo que pelo arrependimento: assim que escrevo, quero junto esquecer minha
escritura. Devo ter uma espécie de depressão pós-parto. Antes que ela se volte
contra mim, abandono ou não a criatura?
Pra ser sincera, eu morro de
vergonha do que escrevo. É por isso, pronto falei.
É que eu sou feito aquelas crianças
que se escondem por detrás da perna dos pais ao ver o desconhecido: você,
leitor, estrangeiro.
Pra mim, meu feito mais-que-perfeito
é esconder o rosto entre as mãos se alguém se atreve a tirar de mim uma foto,
pois só permito que tenham uma vaga
idéia de mim. Questão de remoto controle, já que, literalmente, não tenho cara
nem coragem pra me assumir. (Tente tirar o ás do embaralhado).
O que esperar de alguém que nunca
é por completo? Me completa!
Enfim, também tenho um lado de menina tímida
que tem medo de encarar a realidade de um olhar desconcertante. Tem preconceito
com isso? Hum...já é imperativo esse meu inteperismo físico-químico-culinário,
tempero à desgosto...
Por essa minha gula de engolir
meus filhotes, ás vezes creio que Cronos se encarnou em mim! Mas me entendam, eu
morro de vergonha do que escrevo. Simplesmente
porque tenho vergonha de demonstrar meu excesso de sentimento.
Esse monstro!
Porque excesso de sentimento só deve
ser mostrado quando se tem a certeza de que o outro está envolvido (Já me
ensinaram professores das fórmulas, mestres dos afagos afogados).
Mas... Como não arriscar saber se
o outro se tornará envolvido só depois
que o sentimento for demonstrado? Pra mim até faz sentido:
des-envolvido-->desenvolvimento-->envolvido!
Mas eu não quero mais escrever
aqui.
Depois desse desconcerto
todo eu vou Break up!
É muito mais fácil ser egoísta e
guardar tudo pra mim.
É muito mais fácil ser orgulhosa,
não me arriscar e fingir que não me sensibilizo.
É muito mais fácil ter a frieza
de homem de ferro: ser máquina, programada, previsível.
Quase casca de cascavel
invisível.
“De hoje em diante eu vou modificar o meu modo de vida”: vou
virar cabra-macho.
Porque homem não
chora e eu não escrevo.
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APRECIEM SEM MODERAÇÃO!





