SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

sábado, 17 de setembro de 2011

Imperativos de uma hiperativa


Eu preferiria uma metamorfose ambulante, mas o que me restou foi ser essa contradição incandescente. Ainda ontem vi borboletas quando bem-te-vi.  Agora a pouco seu canto virou rouco. O Outrora já não é o mesmo de antes. E o antes não é mais como agora.


Eras por eras, viro e revolto. Num dia revólver, pólvora em teu corpo. Noutro me acenda, Voltz feito lobo. Num instante me assuma, nem é o bastante. Mas faça o favor, suma no segundo seguinte. Se guie por si só e não segure o impulso - tenho repulsa. Agarre-me de repente e sinta uma garra indecente. E se, por um acaso, a afiada arrancar da camisa fio, eu aproveito e te desafio:


Se aproveite quando eu estiver distraída e me mostra um pouco da tua vida. Tira qualquer tensão e me diz, anônimo: contração e distração – antônimos!  Me vira do avesso e me prova o contrário, que (a)provo teu sabor. O que faço com esse desejo? Em quem vou guardar o amor?

Eu sou mesmo essa contradição ambulante. Paradoxo do pretérito imperfeito. Antítese de um futuro próximo. Mas se ainda assim queres ser meu máximo, me vira do avesso e me prova o contrário. Me faz crer que quer queira quer não - o que eu quero é o seu coração. 

5 comentários:

  1. Esse me deixou sem palavras de tão ousado, provocativo e... imperativo. Esse blog e, sua dona, me fazem bem. haha

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  2. Então acredite que foi pra retribuir o "sem palavras" que vc me deixou com o último comentário ;D

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  3. a melhor parte foi o "contração e distração – antônimos!" haha

    guilherme

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  4. Mas se ainda assim queres ser meu máximo, me vira do avesso e me prova o contrário. A-D-O-R-E-I

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