SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

domingo, 4 de março de 2012

Sumiu sozinha e foi somar com o que nunca foi demais

Eu gosto de morar semi-sozinha. Gosto, gosto. Agora uma das coisas que eu não gosto de morar semi-sozinha -não gosto, não gosto- é ter que dividir meu habitat com esses objetos duros, inexpressivamente rudes e duros. É ter que dividir meus hábitos com essa porta de pau, essa parede de concreto e esse chão de pedra.

Se eu pudesse não morar semi-sozinha, escolheria como companheiro um pé de fruta-pão ou então algum animalzinho mamífero diferente de morcego. Se eu pudesse não morar semi-sozinha, escolheria para diário, um travesseiro bem fofo e, para despertador, um acordeom bem humorado. Se eu pusesse não morar semi-sozinha, viveria com algo envolvente pra me envolver de noite na medida suficiente pra volver a me envolver de dia. Se eu pudesse não morar semi-sozinha...


Ai, sofá, por que é que eu sempre tenho essa vontade danada de, do nada, abraçar?

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