Quer dizer, se eu seguisse isso ao pé da letra, se eu fosse fazer – não fazer, no caso- essa blogada seria quase um dinossauro, isto é, seria extinta. Uma ex-blogada. Então, para não começar esse post com um “era uma vez uma blogada”, resolvi cutucar esse assunto.
Por sinal, ele surgiu enquanto yo estava no carro juntamente com o meu adorável irmão e a minha santa mãe Sandra. Estávamos nós, os três mosqueteiros, passeando pela orla de Maceió e eu a contemplar- maravilhada- o límpido azul-piscina no mar da minha cidade natal, mar sem barbatanas de tubarão – vale ressaltar (ops! Recifenses =D). Na verdade, a narradora que vos fala tentava se concentrar na concentração salina (ação que não precisa de esforço nenhum),mas uma insignificância lhe aperreava. Tal qual mosquitos aperream o juízo.
Certo, a mosca que pousou na minha sopa era o som do rádio que o meu brother insistia em obrigar-nos a mim e a minha mãe a ouvir. AFF!
-Muda de rádio, DY!hermano
-Quer qual, minha filha?! – fazendo uso do seu corriqueiro tom de voz: grosseiro
-Bota na 107,7.
-Isso é rádio de otário.
(-Massa)
(Grrrrr...vontade de correr dali!)
Como ele estava no banco da frente e, por isso, com a posse do recurso de mudar de estação, ou seja, o poder em suas mãos, eu acatei ressentida. Amargurada, engoli em seco. Assim como operários se conformam com a alienação, afinal, eles não detêm o controle da propriedade dos meios-de-produção (é aí que está a origem da desigualdade no sistema capitalista). O mesmo ocorre com tantos chinesinhos, indianinhos, tailandesisinhos, cingapurinhos, demais asiaticozinhos, africaninhos, latino-americanozinhos. Todos constituem parte da massa explorada pelas transnacionais. Se bem que eles detêm algo: sua própria mão-de-obra. Porém, barata. Só isso! Sequer têm opção.
-Ou um prato de arroz ou nem um prato. O que você prefere?
-Hum... Existe a alternativa pranto?
Pronto! O enfoque da câmerautora deveria se restringir à crítica musical. (Não que eu saiba fazer algum ruído digno de se chamar música e, por conseguinte, tenha moral para falar. No entanto, ainda assim, ouso criticar. De qualquer modo, não me enforquem nem me mandem para a guilhotina!
... Pensando bem, eu até gostaria, confesso. Se for pensar sob o ponto-de-vista dos motivos de enforcamento durante a Inconfidência Mineira, aspiravam mudanças e tal. Em contrapartida, essa ótica não se aplica no que diz respeito à guilhotina. Já que as cabeças roladas foram as de nobres conservadores. Resumindo: serei uma guilhotinadora, uma rebelde jacobina a espalhar o “Terror” da fase da Revolução Francesa de mesmo nome.
Fçslidflshdhlkjklfaçak
Sabe, ás vezes eu devaneio tanto para ilustrar o que quero dizer que tenho a impressão que meus textos são iguais a certas músicas as quais o ouvinte está louco para ela “começar” – em outras palavras, o cantor começar a pronunciar palavras- mas há uma enorme introdução instrumental. Sendo que quem realmente entende, percebe que talvez o objetivo da canção seja explorar mais os instrumentos mesmo. Por exemplo, ontem mesmo tava voltando de viagem e no caminho escutei uma música que só dizia algo como “ tem momentos que uma calça jeans é a melhor coisa” =P Várias repetições. Com certeza, deveria existir alguma lógica por trás que a minha cegueira de leiga não permitiu enxergar através da translucidez da música. Outra citação: Roupa Nova. Não gosto das letras (acho de um sentimentalismo elementar) nem das vozes (parece que influenciaram o KLB – haha), porém, tem gente que entende de música e gosta devido aos arranjos. O mesmo se aplica aos textículos aqui publicados: essas explicações, divagações fazem parte e talvez sejam até melhores que o conteúdo real que eu pretendo passar.
Então, seguindo a máxima “O inferno são os outros” – que não entendem. Parto de uma reflexão existencial e retomo ao propósito inicial dessa conversa. Vou reler os parágrafos anteriores a fim de pegar o fio da meada. Que a onda me leve! (Se bem que depois da onda, vem a ressaca que me puxa de volta, me arrasta e em seguida me lança, me atira nas rochas – huuummm... atitude voraz! Jakdhkajhfdkjahfkja)
ENFIM,
Como é que tanta gente consome essas gororobas que são distribuídas por aí? Sem a mínima noção de discernimento! Pergunto-me como eles conseguem gostar desses estilos, meu Deus? A minha opinião é que eles escutam tanto que acabam se acostumando. São adestrados. As “letras” são decoradas por osmose de tão insistentes na repetição. Eu fico pensando no porquê de eu ainda não ser uma “artista” visto que para serem compostos grandes sucessos não é preciso grande coisa, sequer precisa pronunciar palavras, pior, consoantes! Quem não conhece o “ aê/aê/aê/aÊ/Ê/Ê/ê/Ê /ô/ô/ô/ô(bis)?kjgxfkshgfsgfksgf
Eu odeio com todas as minhas forças música pop trash americana tipo Rihana, Beyonce, Mariah Carey, Pussycat dolls, sei lá quantas quengas mais. (Certa vez, estava ele- o ambulante de cd pirata- ao lado de uma farmácia, o carrinho dele tocava mais uma desse estilo, e eu fiquei seriamente em dúvida pra saber qual era a drogaria (hãhã) q haha). São suuper apelativas! Podem até ter um vozeirão, mas quem vai valorizar o instrumento de trabalho delas (subtendo que, por serem cantoras, a voz seria o que gostariam que os outros notassem e reconhecessem, como uma bailarina quer que prestem atenção nos movimentos árduos dela e não no figurino) se elas estão com metade da bunda pulada pra fora? =O Não são cantoras, vão prum cabaré! Acho que lá valorizam essas danças vulgares confundidas com “sensuais”. Sério, se eu for mencionar agora as bandinhas que dizem ser “forró’, não acabo mais! (E ainda insistem em dizer que aquilo são “bailarinas”! Quanta ofensa...=O)
E os hip hops estadunidenses? Clipes repletos de mulheres vadias embaladas por um barulho grotesco, carros-máquina fodásticos (seria uma tentativa frustrada de fertilizar a imaginação que o cara seria uma “sexmachine”?! =P), sem falar no estilo – pesadas correntes de ouro- me dá náuseas. Não suporto ir para academia e ser estraçalhada por esse ritmo. É quase um estupro se for analisado pelas premissas de violência, uma invasão que o sujeito não deseja que o agente aja. Existe tortura pior que você tá lá na esteira, correndo feito um hamster, tentando pensar em tudo e mais um pouco para desviar a atenção do sofrimento ( o suor pingando no seu rosto faz você se sentir num ônibus pinga-pinga =P) e aparece mais outra cruz? kahdkjhakjfhsjklfh
Não posso não me referir aos pagodes dor-de-cotovelo e aos rocks-emos tamanhamente engolidos (não imagino que isso seja capaz de ser saboreado). Eu até entendo a vontade de chorar que dá depois que se escuta Fresno ou aquela banda de “Entre razões emoções a saída”... argh!
Certo que Beethoven compôs algo (sinfonia, sei lá) intitulado “a fuga”. Aparentemente seria um som ruim (daí o nome), contudo, só uns poucos conseguiram escutar de acordo com o que estava na cabeça do austríaco, esses pingos se surpreenderam extasiados, vidrados, mágicos.
O que não se aplica aos demais casos recém-mencionados.
Pois então, se querem torturar alguém como eu, me coloquem ao “som” disso. A angústia é tanta que eu fico tonta. Uma barata tonta querendo fugir, porém enclausurada. Por fim, morro. Como os bonecos do The Sims morriam quando eu erguia quatro paredes, ponha-os dentro, retirava a porta e assistia a morte deles (sim, sou sadicamente maligna). Sem comida, sem banheiro, sem conforto, sem diversão, sem social, o com era só com as necessidades. Todas no vermelho. =P Até que do nada emergia a D. Morte e transfigurava-os num pote de cinzas.
...
Não! Pessoal! Agora já vejo a D. Morteee
Socorro!
(Help! Ainda há hope?!)
Puff...
Virei pó - praticamente uma daylit (=P)
Poeira dos pés do fulano da Índia que o vento leva ao próximo poste. Quer dizer, post. (=P)
Que nem sementes são levadas pelo vento e fecundam a terra e dela surgem plantas (polissíndeto). Desde que caídas em terreno não-pedregoso, caso isso ocorra, poderão vir à superfície não plantas legais, talvez “comigo-ninguém-pode” ou até, espinheiros.
Bom, então não é por acaso que eu moro no Rosarinho
(hãhã)
Haha =DDD
PS: Espinheiro e Rosarinho são bairros do Recife.
Estava escutando um psytrance noruegês quand resolvi ler seu post... cheguei a uma conclusão...
ResponderExcluirvc é loka!kkkkkk
mas... adorei o post!
=DDDD
ResponderExcluirObrigada!
haha
^^
O bom do post foi que quando mais longe eu ia... mais revoltado ele ficava.
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