-Só tem Kuat, pode ser?
-Então me dá uma Coca.=/
Assim fica difícil
Exercer o nacionalismo
Tá certo que é um tanto extremado e eu não quero ter “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sendo que seguindo a lógica de incentivo à industria desta terra, eu prefiro Guaraná Antartica a Kuat. Só por essa razão, pois o sabor pra mim é o mesmo.
Mas assim não dá!
Grande hipocrisia
Por a Coca no lugar do guaraná
Que coisa... o capitalismo que tanto se gabou por ter tanta variedade, hoje se vê na mesma situação de falta de opção que o “comunismo” da URSS.
É o que dá... monopolizar... tsc tsc
Você bebe Coca, Kuat, Fanta, Mirinda, Sprite, Jesus, mas a verdade é que é tudo uma coisa só: Coca Cola Company.
A diferença está na máscara.
Analisando mais profundamente esse poema de Décio Pignatari- em que os vocábulos se metamorfoseiam e formam borboletas variadas (referência ao jogo fonêmico-semântico)- percebe-se que o objetivo do autor vai além de antipropaganda.
Observe o segundo verso. A passagem de beba para babe evidencia o processo ideológico e o discurso do silêncio. Beber coca-cola não significa nos países de Terceiro Mundo, somente o ato de sorver o líquido e matar a sede; é, antes, a ação de absorver uma cultura que se mistura à essência da coca. Babe, além de representar o ato de lambuzar, transmite um sentido relacionado aos efeitos da perda da identidade cultural.
A frase babar cola é, de certa maneira, aderir ao consumismo, que compreende toda a dinâmica do capital e, por conseguinte a subserviência cultural.
Para substantivar as constatações anteriores, o segundo movimento do poema inicia com a abertura do primeiro, suprimindo o vocábulo cola. O imperativo beba coca engloba, dessa maneira, a necessidade de se consumirem e de se assimilarem todos os componentes culturais que, de forma implícita, a coca representa.
A seqüência babe cola caco, ao proceder a aproximação com babe cola, figura obrigatoriedade da adesão, pois dela dependerão concessões ao Terceiro Mundo e o futuro das empresas multinacionais.
Por fim, a mudança da palavra coca para caco, esclarece a qualidade do produto e do consumidor. Além de remeter à mediocridade da cultura importada, caco deixa entrever a transformação do produto, reduzido a excrementos, cocô, fim de toda sociedade consumista e subdesenvolvida que perde a identidade cultural.
PoiZé...

day! se é que posso te chamar assim... :)
ResponderExcluirvocê é muito criativa!!
já disse que você tem que exercitar o hobbie né? hehehe...
parabéns pelos posts! adorei este...
continue assim... você acaba de ganhar um leitor assíduo!!!!
beijos!!
Realmente essa Day é muito criativa e inteligente. Eu queria uma namorada assim!!
ResponderExcluirMirinda eu não conhecia!
ResponderExcluirDAY! Seus post como sempre estão mara! bem escritos, críticos e defensores do nacionalismo.
ResponderExcluirVocê bem que poderia escrever um post sobre os tempos infantis em que você estudava no SANTA ÚRSULA. Pegou a mensagem subliminar? hahaha!
E..Não tá na hora de mudar o nome da cidade ali em cima no seu perfil não gata?
beijos e morro de saudades de TI!!
Ila!!!=DD cOMO É Q VC ME ACHOU?
ResponderExcluirÉ q eu quero manter as raízes, penso aqui com o coração lá.
Tá, eu e meus lirismos melosos =P
=8*