Eu já mencionei aqui algo sobre o não gostar do monopólio da comunicação. A meu ver, a troca de informações dá-se quando os dois emitem e recebem a mensagem. Ambos participam. Por essa razão, é quase inenarrável a minha cara contrariada em face à cruel realidade de blogar neste espaço e raramente receber retorno de você, leitor anônimo, acomodado, bem sentado como fiel representante dessa geração de meias palavras.
Perdão o desabafo, há ressalvas, só quero que entendam que me sinto uma idiota numa caverna, gritando e respondendo ao meu próprio eco ou ainda, feito uma repórter entrevistando um ser invisível que ela imagina estar sentado numa cadeira.
Isso porque se eu postava devido à uma vontade minha, independente da alheia, mas passei a ser sustentada por incentivos, significa que eu espero que eles continuem - não necessariamente com elogios, adoraria receber sugestões ou dicas para me"improve".
Pois quem não palpita, não tem moral pra reclamar que eu não blogo.
Enfim, vocês entenderam.
muito braba vc!!
ResponderExcluirse serve de consolo...
não tava mentindo quando disse
que tinha adorado o blog!!
e tô lendo...
bjus!
O que posso fazer se pensar em você monopoliza todo o meu tempo?
ResponderExcluirO que posso fazer se minhas ações já não me obedecem como deveriam obedecer?
Pela primeira vez me sinto como um Neruda, num eterno conflito entre o tempo que dedico a talhar meus ideais e futuro e o pensamento que me roubas. Uma briga interminável entre os compromissos da vida e os pensamentos de amor.
O TEU RISO (Pablo Neruda)
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
(...)
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
O tempo passa...
ResponderExcluirE, quem diria?
"O Pra sempre/sempre acaba"
Aff Sai nostalgia desse corpo que não te pertence!haha