SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nota de ressentimento

Eu já mencionei aqui algo sobre o não gostar do monopólio da comunicação. A meu ver, a troca de informações dá-se quando os dois emitem e recebem a mensagem. Ambos participam. Por essa razão, é quase inenarrável a minha cara contrariada em face à cruel realidade de blogar neste espaço e raramente receber retorno de você, leitor anônimo, acomodado, bem sentado como fiel representante dessa geração de meias palavras.
Perdão o desabafo, há ressalvas, só quero que entendam que me sinto uma idiota numa caverna, gritando e respondendo ao meu próprio eco ou ainda, feito uma repórter entrevistando um ser invisível que ela imagina estar sentado numa cadeira.

Isso porque se eu postava devido à uma vontade minha, independente da alheia, mas passei a ser sustentada por incentivos, significa que eu espero que eles continuem - não necessariamente com elogios, adoraria receber sugestões ou dicas para me"improve".

Pois quem não palpita, não tem moral pra reclamar que eu não blogo.
Enfim, vocês entenderam.

3 comentários:

  1. muito braba vc!!
    se serve de consolo...
    não tava mentindo quando disse
    que tinha adorado o blog!!
    e tô lendo...

    bjus!

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  2. O que posso fazer se pensar em você monopoliza todo o meu tempo?

    O que posso fazer se minhas ações já não me obedecem como deveriam obedecer?

    Pela primeira vez me sinto como um Neruda, num eterno conflito entre o tempo que dedico a talhar meus ideais e futuro e o pensamento que me roubas. Uma briga interminável entre os compromissos da vida e os pensamentos de amor.

    O TEU RISO (Pablo Neruda)

    Tira-me o pão, se quiseres,
    tira-me o ar, mas não
    me tires o teu riso.

    Não me tires a rosa,
    a lança que desfolhas,
    a água que de súbito
    brota da tua alegria,
    a repentina onda
    de prata que em ti nasce.

    A minha luta é dura e regresso
    com os olhos cansados
    às vezes por ver
    que a terra não muda,
    mas ao entrar teu riso
    sobe ao céu a procurar-me
    e abre-me todas
    as portas da vida.

    (...)

    Ri-te da noite,
    do dia, da lua,
    ri-te das ruas
    tortas da ilha,
    ri-te deste grosseiro
    rapaz que te ama,
    mas quando abro
    os olhos e os fecho,
    quando meus passos vão,
    quando voltam meus passos,
    nega-me o pão, o ar,
    a luz, a primavera,
    mas nunca o teu riso,
    porque então morreria.

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  3. O tempo passa...
    E, quem diria?
    "O Pra sempre/sempre acaba"
    Aff Sai nostalgia desse corpo que não te pertence!haha

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