SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Falta de opção no capitalismo

-Um guaraná, por favor.


-Só tem Kuat, pode ser?

-Então me dá uma Coca.=/


Assim fica difícil
Exercer o nacionalismo

Tá certo que é um tanto extremado e eu não quero ter “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sendo que seguindo a lógica de incentivo à industria desta terra, eu prefiro Guaraná Antartica a Kuat. Só por essa razão, pois o sabor pra mim é o mesmo.


Mas assim não dá!
Grande hipocrisia
Por a Coca no lugar do guaraná

Que coisa... o capitalismo que tanto se gabou por ter tanta variedade, hoje se vê na mesma situação de falta de opção que o “comunismo” da URSS.

É o que dá... monopolizar... tsc tsc

Você bebe Coca, Kuat, Fanta, Mirinda, Sprite, Jesus, mas a verdade é que é tudo uma coisa só: Coca Cola Company.

A diferença está na máscara.
´

Analisando mais profundamente esse poema de Décio Pignatari- em que os vocábulos se metamorfoseiam e formam borboletas variadas (referência ao jogo fonêmico-semântico)- percebe-se que o objetivo do autor vai além de antipropaganda.


Observe o segundo verso. A passagem de beba para babe evidencia o processo ideológico e o discurso do silêncio. Beber coca-cola não significa nos países de Terceiro Mundo, somente o ato de sorver o líquido e matar a sede; é, antes, a ação de absorver uma cultura que se mistura à essência da coca. Babe, além de representar o ato de lambuzar, transmite um sentido relacionado aos efeitos da perda da identidade cultural.

A frase babar cola é, de certa maneira, aderir ao consumismo, que compreende toda a dinâmica do capital e, por conseguinte a subserviência cultural.

Para substantivar as constatações anteriores, o segundo movimento do poema inicia com a abertura do primeiro, suprimindo o vocábulo cola. O imperativo beba coca engloba, dessa maneira, a necessidade de se consumirem e de se assimilarem todos os componentes culturais que, de forma implícita, a coca representa.

A seqüência babe cola caco, ao proceder a aproximação com babe cola, figura obrigatoriedade da adesão, pois dela dependerão concessões ao Terceiro Mundo e o futuro das empresas multinacionais.

Por fim, a mudança da palavra coca para caco, esclarece a qualidade do produto e do consumidor. Além de remeter à mediocridade da cultura importada, caco deixa entrever a transformação do produto, reduzido a excrementos, cocô, fim de toda sociedade consumista e subdesenvolvida que perde a identidade cultural.

PoiZé...



5 comentários:

  1. day! se é que posso te chamar assim... :)
    você é muito criativa!!
    já disse que você tem que exercitar o hobbie né? hehehe...
    parabéns pelos posts! adorei este...
    continue assim... você acaba de ganhar um leitor assíduo!!!!
    beijos!!

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  2. Realmente essa Day é muito criativa e inteligente. Eu queria uma namorada assim!!

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  3. Mirinda eu não conhecia!

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  4. DAY! Seus post como sempre estão mara! bem escritos, críticos e defensores do nacionalismo.
    Você bem que poderia escrever um post sobre os tempos infantis em que você estudava no SANTA ÚRSULA. Pegou a mensagem subliminar? hahaha!
    E..Não tá na hora de mudar o nome da cidade ali em cima no seu perfil não gata?

    beijos e morro de saudades de TI!!

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  5. Ila!!!=DD cOMO É Q VC ME ACHOU?
    É q eu quero manter as raízes, penso aqui com o coração lá.
    Tá, eu e meus lirismos melosos =P
    =8*

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