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Tic Tac
Lá vem as cheias!
É tão estranho...
Meu choro tem também intervalos de graça. É assim desde que ele era um riacho. A princípio, preso. E assim permanece até a terra não agüentar mais de tanto tremer, de tanto segurar. Quando a situação está insustentável...
Brotam bolhas!
Bolhinhas borbulhando acabam não evaporando – Quem me dera mandá-las pro ar!- Sendo que não estou com raiva pra estar em ebulição, entendem? Então as bolhas borbulhantes acabam. Acabam estourando, pra dizer a verdade.
PLOC!
E sinto os respingos das gotas roçarem a face feito sente a gente que tá sentada num barco – cortador de rio - e o rio, revoltado com a audácia da tamanha pequenez, cospe.
“ Foi a gota d’água! Outra vez?”
E como uma mãe aborrecida, que quanto mais fôlego perde ao berrar, parece que “ pega mais ar”, começa a avalanche. Incontrolável.
Segundo a produtora, em questão de segundos um chuvisco vira uma torrencial. Enchendo ainda mais o rio. Mas, lá no fundo – do poço – eu rio!
Até vou na onda (sonora)!
Pororoca.
Pera, eu disse o quê mesmo? Torrencial?!
É. Taí uma boa comparação. Meu choro são chuvas fortes, porém passageiras. O meu caso seria uma chuva de chuvas torrenciais. Durante a iminência, constatam-se as cinzentas pesadas cumullus numbus. Após isso, a passagem de uma frentre fria faz a situação chegar ao cúmulo.Pronto! Agora é só esperar o mau-tempo passar e o céu tomar a frente, se abrir, o colorido arco-íris surgir e aparecer o sol. O sorriso.
Um rio de lagrimas inunda
Meu coração
Desabam baldes de água fria
Até tudo desaguar
Num mar de riso
E brotar do chão
Um mar de rosas
Enfim, a fertilização.
Egito. É a gente.
mto bom mesmo! é impressão minha ou esse "o sorriso" é uma paródia de "chão de giz"?
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