SOLTANDO O VERBO

Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

É psicãoLÓGICO

Estava eu, suada e sebosa, esperando o elevador que demorava, demorava...

Tinha acabado de percorrer alguns km de orla Maceioística.

Consequentemente, naquele momento, eu amargava uma mistura azeda de fadiga muscular, sede e suor – todos acompanhados de um calor que há ruas me perseguia.
Enquanto isso, nada do botão sair do vermelho.
“-Ufa! Até que enfim!” – ao menos o elevador de serviço chegou.

Mas justamente quem sai dele? Não, queridas, não é ELE querendo matar minha sede na saliva.

Saem do cubículo dois seres que babam por mim, isto é, dois cachorros. E, como não é de praxe deixar cães embarcar sozinhos (exceto a nave Apollo que foi para o espaço com um cão), estava lá, segurando as coleiras, a cachorra, loura chapada, de minimicroshortinho e mega salto máximo de alto: a minha vizinha do 71. Blah!

É de minha natureza ser atenciosa com todos. Pelo menos eu tento. Logo, com mais esforço do que de costume, perdi alguns minutos de banho, ah! Perdi o elevador, por sinal. Enfim, poderia ter perdido mais se não tivesse resolvido escrever isso aqui.

A fingidez transfigurada em mulher pairava a minha frente.

“-Gabiiii, quanto tempo! Acabei de ver seu pai saindo pro trabalho, cheirooso!”- a descarada disse isso e sorriu com seu jeito frenético.

“-Foi mesmo?”- tentei adotar um tom agradável, mas preferi concentrar minha atenção nos cachorrinhos. Animais estes que servem de desculpa pra ela rondar os arredores e balançar o seu próprio rabinho também.

Aí ela embarcou numa informação que me levou a refletir bem aqui no blog.

“-Olhe, Gabriela. Sei não, viu? Não é que essa cachorra daqui tá dando uns chiliques?”

“Como assim?”- perguntei, entre risonha e incrédula

“Simplesmente, desde que o Toty nasceu, ninguém pode encostar nele que ó o que ela faz.”- o jeito de falar me lembrou o daquela mulher de Caminho das Índias, a esposa do Abel...

O afago da pirua no filhote foi interrompido por rosnados e uma tentativa frustrada da mãe em morder a mão da dona.

“Viu, Bibi?! A situação chegou a um ponto que eu tive que levá-la num psicólogo!!”

Então, libertei-me dos meus devaneios “cadê o elevador?” e quis confirmar: “Psicólogo pra cachorro?”

“É... nunca ouviu falar? Dizem que é bom pra cachorro”

(ââÂâa^RR) “Ah! Hehe”- sorri maquinalmente.
(Haha Essa é boa. E eu fui descobrir o de humanos há pouco tempo...)
Me despedi rapidamente dando aleluia pela chegada do salvador.

Mas ainda assim, não consegui deixar de pensar:  
Como deve ser a consulta?
;D

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