- Estoy embarazada.
- Hum…that’s embarrassing…
;D
Esta é a caixa de biscoitos sortidos. A coleção de reflexões desconectadas e personalizadas. Quando o meu saco fica cheio é aqui que ele poca. A panela tampada em que eu fico popcorneando. A minha própria válvula de escape, típica de panelas de pressão. Nada de impressionante, se houver, deve ser impressão sua.
SOLTANDO O VERBO
Sou o recheio
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
A essência do bolo sou eu quem assa
Sem receio de me queimar
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Ticket To Ride
I think I'm gonna be sad.
I think it's today.
Yeah.
The girl that's drivin' me mad
Is goin' away.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride,
But she don't care.
She said that livin' with me
Was bringin' her down.
Yeah.
She would never be free
When I was around.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride,
But she don't care.
I don't know why she's ridin' so high.
She oughtta think twice.
http://www.youtube.com/watch?v=gHPxAnt1HE8
... But she won't think about any ice.
I think it's today.
Yeah.
The girl that's drivin' me mad
Is goin' away.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride,
But she don't care.
She said that livin' with me
Was bringin' her down.
Yeah.
She would never be free
When I was around.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride.
She's got a ticket to ride,
But she don't care.
I don't know why she's ridin' so high.
She oughtta think twice.
http://www.youtube.com/watch?v=gHPxAnt1HE8
... But she won't think about any ice.
domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Inspetor Introspectivo
"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas
mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais
loucos."
Clarice Lispector
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Recado de cadeado
Eu queria querer-te amar o amorQuero canto de Caetano
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Depois que eu me achar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar...
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver...
http://www.youtube.com/watch?v=rUCxUePcDQ0
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver...
http://www.youtube.com/watch?v=rUCxUePcDQ0
sábado, 18 de setembro de 2010
Cadê?!
Sabe, a idéia inicial do blog era realizar postagens diárias
Mas não quis encher vocês - de muito kiss, claro! - haha
...
Observando o meu blog outra vez
Penso que ela não passa de um diário
Trancado
ALÔ-Ô!
Alguém se arrisca a abrir o cadeado?!
Mas não quis encher vocês - de muito kiss, claro! - haha
...
Observando o meu blog outra vez
Penso que ela não passa de um diário
Trancado
ALÔ-Ô!
Alguém se arrisca a abrir o cadeado?!
Entre laçadas
Tudo não passa de nó
Um nozinho só
Que de sol vira sal – à gosto
De som -lá sol - se
ondula pra sombra – mau gosto
Passo a passo
Poço a poço
Minha brincadeira?
Sozinha
Só não sou
Inteira...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
À espera do inesperado
- Posso não – a filha vê o rosto à sua frente, de pele
epitelial envelhecida, se contrair e contorcer. Em seguida, vê os lábios
encrespados acrescentarem:
- O médico me proibiu de tomar tudo que não for diet.
-Mamãe, não é diet, é “daitx”!
-Escutou, mamãe?
Silêncio.
Agora quebrado pela voz estridente da mais nova:
-MAMÃE, a senhora entendeu? É “daitx”.
- Pois lá em Recife tem ATÉ
QUEIJO diet!
...
(haha)
A filha guarda o guaraná na geladeira.
PS: Eu sempre espero encontrar a lata falante da propaganda,
mesmo que eu esteja tomando guaraná. É como abrir a boca e esperar que água de
coco caia do céu azul repleto de pombos. Enfim, um coco já caiu na cabeça da
minha tia (haha), o mesmo gavião já duas vezes que arranca cabelo dessa mesma
tia numa só arrancada (Q), por que o Brasil não pode ganhar na próxima copa, que vai ser no Brasil?
Pensando bem, eu sempre espero o inesperado...
;}
Marcadores:
conta outra,
eu vivo sempre no mundo da lua
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Quebra de embargo sem barganha
Esse post é dedicado a uma das minhas companhias mais
íntimas: a minha sombra, claro. (haha humor sombrio)
Sombramiga, hoje é quinta-feira 17 e eu combinei – há exatamente
dois dias, ou seja, terça-feira 15 – de comparecer às 15 horas do dia 17 ao
trabalho da minha prima que sempre tem alguma coisa emocionante pare me contar.
Como a minha vida (até agora) nunca teve taanta emoção, risco, aventura,
perigo, risada, eu aceitei sem pestanejar – afinal, ao menos escutar já é
alguma coisa. (?) Sendo que às 17 horas do dia 17, eu tenho um encontro marcado
– não com a minha prima. =D
Bom, não se assombre, sombra – eu continuo de sobra (=P Será
que as aulas de español estão dando uma apimentada no dramatismo? Pra quem
concorda, isso na verdade faz parte do processo de escrita. Por exemplo, nesse
instante era pra eu ter digitado sombra, mas errei. É sempre assim.A penicilina
foi descoberta por acaso. “São tantas invenções” que eu não me lembro que foram
descobertas por acaso. Talvez até a chave De casa que eu perdi ontem a noite
também seja descoberta por acaso! – haha-
enfim).
Freguês, o que eu quero dizer em som portugays é que
(khdkad) esqueci da consulta da psicóloga. Meu pai diz que o meu problema é que
eu não tenho problema. Mas se é assim, como o senhor, pai, pode explicar o fato
de eu passar quase uma hora inteira sem parar pra respirar do tanto de coisa
que eu vomito na cara dela, heim? Rã...
Na realidade o objetivo desse post é perder tempo. O meu
tempo, pois tenho que ir para o SENAC e ainda estou aqui e o seu tempo, já que
eu não desembucho de uma vez. Então, para não ser tão chata com vocês, amigos
do sertão do pé de feijão, eis :
Toda vez que eu falo pra alguém que faço psicóloga e tal,
percebo uns olhares introspectivos.
As tentativas de constatar um “ eu sempre soube que você era
degenerada” perpassam o meu interior numa familiar semelhança com
os Raios X. Seja coincidência ou não seja, a questão é que a típica
retrospectiva de deja vú volta
novamente.
Será que se eu disser que vou à psicodélica, eles vão achar que eu vou pra rave que eu nunca fui?
Eu reivindico, pra quê (te) ter éter na mente?
E UM GRANDE "QUÊ?!" PARA TODOS VOCÊS!
=D
=D
Marcadores:
conta outra,
cotidiano,
eu vivo sempre no mundo da lua
terça-feira, 15 de junho de 2010
Mé cansé
Me cansei de lero-lero
Dá licença
Mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar
Opiniões...
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar
Mais de mim!
Como vai? Tudo bem!
Apesar, contudo
Todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer
Do coração...
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!
Rita Lee
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Pé diante pó
É, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só... em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Muitos passarão
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
A razão é como uma equação
De matemática... tira a prática
De sermos... um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
por Teatro Mágico!
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só... em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Muitos passarão
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
A razão é como uma equação
De matemática... tira a prática
De sermos... um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
por Teatro Mágico!
Marcadores:
cotidiano,
meu gosto,
poemas?lualidão
terça-feira, 1 de junho de 2010
Amarelou
Hoje almocei arroz de cenoura, purê e ovo frito.
Não estranhem se eu chegar com um sorriso amarelo.
(mas bonito)
;P
Não estranhem se eu chegar com um sorriso amarelo.
(mas bonito)
;P
Marcadores:
cotidiano,
eu vivo sempre no mundo da lua,
pensou alto
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Aquarela
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está...
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade,
Nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está...
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade,
Nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
domingo, 25 de abril de 2010
Acerto de contas
Na época eu era caixa do
Bompreço. Ainda lembro a expressão desta cara que te fala, refletida na
balança. Tinha acabado de passar pelo leitor de código de barras a última das
três caixas de leite desnatado que faltavam para encerrar a conta. Agora, eu só
precisava saber se a cliente iria pagar com cartão ou à vista mesmo. Bom,
fiquei esperando a velha voltar do seu “momento intelectual”, pois já fazia
quase 15 minutos que ela estava a observar (escolher?) os livrinhos de bolso da
estante reservada para os livrinhos de bolso, toda entretida – provavelmente ela
deve ter achado mais um livro chato, sendo que ela considera um “achado” –
conheço esse tipo de gente.
Eu não queria atrapalhar, mas
estava ciente que na fila havia mais uns quatro clientes (lê-se impacientes) e que
no fim das contas (ao pé da letra) iria sobrar pra mim (só num sentido mesmo,
pois nunca um cliente dá a mais). Então, tratei de chamá-la (“Senhora!”)
-Ah, sim, minha filha – a velha
foi se acordando devagar de suas divagações. Ela não conseguia esconder seu ar
de entusiasmo.
E meio como quem não quer nada,
ela colocou na esteira três livrinhos. Dois bastante grossos envolviam o do
meio. Certamente, era uma tentativa de escondê-lo. Não sei por que, eu iria ver
de qualquer jeito! Não é?
Nesse momento chega uma jovenzinha,
devia ter uns 19 anos. Pela proximidade da garota com a mulher (a última prá lá
de madura), elas deveriam se conhecer a tempos.
-Sogrinha!
Mas a sogrinha parecia super
incomodada com a presença da nora, “Também, isso é hora de aparecer?”- pensei.
Justamente quando eu interrompi, Kama Sutra em mãos, “Quanta curiosidade depois
dessa idade!”
As duas se encararam. Não
consegui identificar se a mais nova estava mais surpresa, mais chocada ou com
ar de riso. Talvez tivesse as três expressões simultaneamente. A velha madura (
“pra mim, madeira”) não disse nada, mas soltou um risinho:
-hehe.
Ops...
sábado, 24 de abril de 2010
Ai se sêsse
Se eu beber e perder o juízo,
Eu não me responsabilizo =P
Eu não me responsabilizo =P
Marcadores:
conta outra,
cotidiano,
Frases da Lua,
pensou alto
sábado, 17 de abril de 2010
Ao leitor
Os textos que acabo de ler
São só pretextos
Para eu não esquecer
As palavras que, um dia,
Pronunciei a você
É por isso que insisto no poder das palavras.
Eu realmente não consigo resistir a um pedido delas. Sou dominada.
Elas me pedem que as leve pra passear. Eu mando elas irem sozinhas. Elas respondem que sem mim ficam perdidas.
Quanto abuso! Eu bato o pé, de má vontade: "Pra fazer o quê?"
Elas querem encontrar as amigas, companheiras parecidas, substantivas, substanciais. Querem materializar sentimentos, abstratos. Enquanto extraio pensamentos, elas lançam um argumento de flecha:"Só tem graça se for com você".
-E o que eu ganho com isso?
-Já ganhou admiração, já emocionou, já causou impacto. Já foi criticada, tida como infeliz, surtada ou doida sem noção. Já foi a menina que ele sempre quis, ganhou mais um coração. Já foi subestimada, mas muitas vezes, também teve auto-estima elevada. Mas principalmente, ganhou um pacote cheio de biscoito recheado de você. E foram tantos que provaram uma mordida...
Tristinhas, me perguntaram "Você tá cheia da gente?"
Respondi um seco "Tá um dia muito frio".
Então
As mimosas chegaram com jeitinho, botaram fogo e foi tanto o carinho que fui atingida.
Droga! Uma bala perdida.
1,2,3 e...
Respiro fundo...
Em busca de inspiração.
São só pretextos
Para eu não esquecer
As palavras que, um dia,
Pronunciei a você
É por isso que insisto no poder das palavras.
Eu realmente não consigo resistir a um pedido delas. Sou dominada.
Elas me pedem que as leve pra passear. Eu mando elas irem sozinhas. Elas respondem que sem mim ficam perdidas.
Quanto abuso! Eu bato o pé, de má vontade: "Pra fazer o quê?"
Elas querem encontrar as amigas, companheiras parecidas, substantivas, substanciais. Querem materializar sentimentos, abstratos. Enquanto extraio pensamentos, elas lançam um argumento de flecha:"Só tem graça se for com você".
-E o que eu ganho com isso?
-Já ganhou admiração, já emocionou, já causou impacto. Já foi criticada, tida como infeliz, surtada ou doida sem noção. Já foi a menina que ele sempre quis, ganhou mais um coração. Já foi subestimada, mas muitas vezes, também teve auto-estima elevada. Mas principalmente, ganhou um pacote cheio de biscoito recheado de você. E foram tantos que provaram uma mordida...
Tristinhas, me perguntaram "Você tá cheia da gente?"
Respondi um seco "Tá um dia muito frio".
Então
As mimosas chegaram com jeitinho, botaram fogo e foi tanto o carinho que fui atingida.
Droga! Uma bala perdida.
1,2,3 e...
Respiro fundo...
Em busca de inspiração.
Por pouco tempo
Chega ser triste admitir
O pouco ânimo que tenho
Pra escrever aqui
O pouco ânimo que tenho
Pra escrever aqui
Marcadores:
conta outra,
pensou alto,
poemas?lualidão
terça-feira, 6 de abril de 2010
Fi-lo, o filé
A vida é como aquela velha calça.
Não é justa. É apertada.
Não é justa. É apertada.
Marcadores:
eu vivo sempre no mundo da lua,
Frases da Lua,
pensou alto
domingo, 4 de abril de 2010
Menina Morfina - parte I
Menina Morfina
Você me deixou.
E eu, impreciso, preciso
Do teu amor.
Menina Morfina
Pra quê tanto ódio?
Você deveria
Sentir a euforia!
Ópio...
Menina Morfina
Você me deixou.
E eu, preciso, impreciso
Do teu amor?
sexta-feira, 26 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
A taça reTORCIDA
Este é um post estilo diário
Hoje cheguei quase desmaiada do SENAC. Não é pra menos, eu só estava sustentada com o almoço do domingo. A ceia de ontem foi um pouco mais que cinco biscoitos maizena e o café-da-manhã, três colheres de um cuscuz tão salgado e seco que decidi ficar pela terceira colher mesmo. Nota-se que de comida eu só entendo de sopa. Sopa de letrinha.
Só pra não perder o fio da meada (mesmo pq o foco dessa blogada tem mais a ver com "Fio Maravilha"), no breve intervalo de dois minutos entre a classe de espanhol e a agradável conversation do "Filho do Alho" (ahaha- quem conhece, entendeu ahahaha), comprei um POP! e um shockolate. Choque mesmo, estou de regime. Tô de brinks tb -haha
Enfim, depois de abobrinhas em outro idioma, comprei uma lasanha congelada de calabresa, o Mardônio apareceu pra pegar o ar-condicionado que há séculos está quebrado (e em Hellcife é praticamente impossível viver sem um, sem querer fazer propaganda, mas...), comi a lasanha.
Enquanto eu saboreava a refeição (peguei logo a porção pra duas pessoa), afinal, eu como por dois. Não que eu não esteja grávida. Q hahaha Mas para o desprazer de quem quer me ver no desprazer, eu realmente como por dois. Eu e minha lombriga. Bom, pelo menos me faz companhia, não é uma solitária. (hã?hã?) =D
Enquanto eu destroçava a refeição2, assistia também vários homens correndo de um lado pra outro num lugar de cor-de-mesa de sinuca e atrás de um objeto. Pois é, é até útil saber sobre futebol (papos com caras e tal - ops!=x) A Argentina tá com um time fodástico, o melhor jogador do mundo tá jogando como se fosse o melhor jogador do mundo, esse tal de Messi agora é = Maradona+Ronaldo (a gente espera que seja assim só no Barcelona mesmo, seleção é outra coisa, outro "entrosamento" haha). No campeonato brasileiro, Santos deu uma goleada no Ituano (que segundo o narrador "até que é um time" haha massa) - e sem Robinho e Nilmar!
Mas o que me faz pensar é:
Quando cheguei em Recife os torcedores do Náutico se gabavam, pois:
1) Torcedor do Sport é doido;
2) Torcedor do Santa Cruz é mundiça;
3) Náutico só tem elite.
A sensação é que as pessoas, em geral, não torcem aqui pelo time em si, mas para ser taxada de acordo com a classificação. Por exemplo, pobre que torce pro náutico ainda tem chance de ser considerado, fachadamente, elite.
Ironia ou não, depois de Santa Cruz 4, Náutico 2 ;o que me fez blogar agora foi:
Pobre de mais-valia dando a volta por cima da elite detentora dos meios-de-produção, Davi em dívida vencendo Golias em dúvida, a minha dúvida é a seguinte: Se a arte revela a época, o resultado de ontem anteciparia uma revolução marxista?!=O =Bom, é fato os jogos futebolísticos esconderem uma luta de classes (quem tem mais dinheiro, tem mais vantagem)... skjdfhskjdfhskjfhskhfkshfsjf
PS: Hum... é só pq eu quero ver a cara do meu primo quando eu chegar da faculdade! =D
("Tá perdoado")
Hoje cheguei quase desmaiada do SENAC. Não é pra menos, eu só estava sustentada com o almoço do domingo. A ceia de ontem foi um pouco mais que cinco biscoitos maizena e o café-da-manhã, três colheres de um cuscuz tão salgado e seco que decidi ficar pela terceira colher mesmo. Nota-se que de comida eu só entendo de sopa. Sopa de letrinha.
Só pra não perder o fio da meada (mesmo pq o foco dessa blogada tem mais a ver com "Fio Maravilha"), no breve intervalo de dois minutos entre a classe de espanhol e a agradável conversation do "Filho do Alho" (ahaha- quem conhece, entendeu ahahaha), comprei um POP! e um shockolate. Choque mesmo, estou de regime. Tô de brinks tb -haha
Enfim, depois de abobrinhas em outro idioma, comprei uma lasanha congelada de calabresa, o Mardônio apareceu pra pegar o ar-condicionado que há séculos está quebrado (e em Hellcife é praticamente impossível viver sem um, sem querer fazer propaganda, mas...), comi a lasanha.
Enquanto eu saboreava a refeição (peguei logo a porção pra duas pessoa), afinal, eu como por dois. Não que eu não esteja grávida. Q hahaha Mas para o desprazer de quem quer me ver no desprazer, eu realmente como por dois. Eu e minha lombriga. Bom, pelo menos me faz companhia, não é uma solitária. (hã?hã?) =D
Enquanto eu destroçava a refeição2, assistia também vários homens correndo de um lado pra outro num lugar de cor-de-mesa de sinuca e atrás de um objeto. Pois é, é até útil saber sobre futebol (papos com caras e tal - ops!=x) A Argentina tá com um time fodástico, o melhor jogador do mundo tá jogando como se fosse o melhor jogador do mundo, esse tal de Messi agora é = Maradona+Ronaldo (a gente espera que seja assim só no Barcelona mesmo, seleção é outra coisa, outro "entrosamento" haha). No campeonato brasileiro, Santos deu uma goleada no Ituano (que segundo o narrador "até que é um time" haha massa) - e sem Robinho e Nilmar!
Mas o que me faz pensar é:
Quando cheguei em Recife os torcedores do Náutico se gabavam, pois:
1) Torcedor do Sport é doido;
2) Torcedor do Santa Cruz é mundiça;
3) Náutico só tem elite.
A sensação é que as pessoas, em geral, não torcem aqui pelo time em si, mas para ser taxada de acordo com a classificação. Por exemplo, pobre que torce pro náutico ainda tem chance de ser considerado, fachadamente, elite.
Ironia ou não, depois de Santa Cruz 4, Náutico 2 ;o que me fez blogar agora foi:
Pobre de mais-valia dando a volta por cima da elite detentora dos meios-de-produção, Davi em dívida vencendo Golias em dúvida, a minha dúvida é a seguinte: Se a arte revela a época, o resultado de ontem anteciparia uma revolução marxista?!=O =Bom, é fato os jogos futebolísticos esconderem uma luta de classes (quem tem mais dinheiro, tem mais vantagem)... skjdfhskjdfhskjfhskhfkshfsjf
PS: Hum... é só pq eu quero ver a cara do meu primo quando eu chegar da faculdade! =D
("Tá perdoado")
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Catar Feijão - João Cabral de Melo Neto
Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco.
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebra dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco.
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
Quanto custa uma lembrança justa?
Sabe, "tem vezes que eu fico pensando na vida e, sinceramente", meio ressentida.
"Como é, por exemplo, que dá pra entender?" A pouca esperteza de umas pessoas. Pra quê?
"Como é, por exemplo, que dá pra entender?" A pouca esperteza de umas pessoas. Pra quê?
Quando digo esperteza não é a "esperteza" de
alguém que se aproveita de uma situação e pratica imoralidade. E como moral é
uma coisa que vai da consciência de cada um, surge então um ser que age
corretamente e depois vem aquele esperto/demente inverter os valores e taxá-lo
com algo pejorativo.
O que aqui invoco é como certas pessoas deixam de ser muito
mais apreciadas, em outras palavras,
perdem a oportunidade de fazer com que os demais nutram admiração por elas!
Quero dizer, existem coisas tão, mas tão simples que agradam
e fazem a diferença. E mesmo assim, há homos
sapiens sapiens que sequer se tocam no favor que estariam fazendo - a si
mesmos!
Adubando...
É perceptível a mudança de um menino, por exemplo, tííímido,
calado, introvertido, aparentemente fechado e, por tal comportamento, colegas
se afastam, o excluem. Talvez pela imensa dificuldade que o garoto tenha de se
abrir e de demonstrar imediatamente quem ele é, acaba, coitado, sendo descrito
como o cara que tem cara de poucos amigos, emburrado...
Enfim, agora note a translação que ocorre quando alguém
chega junto, abre um sorriso (o cérebro correlaciona a mensagem facial com algo
estilo “ tá tudo tranqüilo”, como a respiração atua quando realizada em
situações de nervosismo) dá início a um diálogo, simples, sem frescura, nunca
como se pisasse num campo minado, uma conversa desarmada. Pronto! Mesmo que no
outro dia quem se aproximou não dedique tanto tempo e atenção quanto no dia
anterior (basta um cumprimento), o outro vai ser grato atééé...
Apenas porque você foi capaz de enxergá-lo enquanto todos
fingiam que ele não existia.
É incrível como as pessoas precisam se sentir úteis ao mundo
e aos outros. Elas adoram ter seus comentários tidos como relevantes ou suas
histórias narradas a uma platéia atenta. Satisfazem-se com isso e, em geral,
recompensam quem dá um pinguinho de atenção. (Não venham me dizer que vocês não
são assim e se houver alguém de afirmação convicta, por favor, me dê a dica!)
-Inclusive, a prova da importância disso é que numa reunião
de Estados, se algum representante não concorda com o discurso de quem estão no
palanque, a reação é se retirar.-
A sede é tamanha que em busca desse sentimento de aceitação,
muitos recorrem a obter dinheiro a qualquer custo. Porque, infelizmente, a
sociedade a qual se vive nesses dias é moldada de acordo com os valores
capitalistas de consumo a la dízima periódica de reticências; o que faz com que
poder de compra= poder de voz (na ONU isso muda de nome, vira poder de veto =P).
É provável ser esse a raiz de tanta futilidade disseminada e frutificada caras-de-pau
a fora.
Enfim, sabendo dessa realidade de as pessoas tratarem bem
quem assim as trata (salvo não raras exceções), pergunto a mim mesma as razões de
as pessoas não realizarem determinadas ações que certamente seriam muito
bem-recebidas.
Se alguém não me tratar bem mesmo se eu assim agir?
1-
Acredito que não serei julgada pelo que fizeram
a mim, mas pelo o que eu fizer aos outros.
2-
Visto isso, visto a camisa de que eles merecem meu
gelo. (Não faço mal, mas também não dou importância) Afinal, não sou
suficientemente masoquista a ponto de gostar de ser pisada. Principalmente, por
saltos.
Em outro campo, os dos relacionamentos isso também é comum.
Tanto homens quanto mulheres se acham os espertalhões que vão ganhar muitos
corações se seguirem à risca as receitas de bolo, tradicionalmente, os
joguinhos. Arg! Asco. Tome Blah!(captaram?)
Na moral, meu ponto-de-vista é: massa, faça alguma gentileza
durante certo período, depois deixe de fazê-la, espere a pessoa sentir falta e
está pronto! Um ser desesperado recém saído do fogo, prestes a virar lanchinho
e depois crer que na vida “tudo vira bosta!”
Aff...
Não seria muito melhor você deixar claras as suas convicções
até que apareça alguém que se admire com elas?
Quando isso acontecer, não é mais fácil você continuar mantendo a chama acesa todos
os dias?
Sei lá, basta uma gentileza, um tom de voz carinhoso, um sorriso,
carinho de mão, um olhar mais atento –daqueles
capazes de tocar o coração que está por dentro. Tudo isso só faz os casais se
gostarem ainda mais.
Pra mim frieza e indiferença é o fim! E, com certeza, não sou a única que compartilha dessa opinião.
Óbvio que há tb gente que ao ver demonstrações de afeto ,
acha que o outro está derretidíssimo e se aproveita da situation, esnoba, acha
que aqui já tá garantido e fica enrolando. Histórias típicas. Quanto a
esse risco, cabe você escolher a)a
parceria b)escolher correr o risco. Mas não dizem que o mundo é dos ousados?c)
pular fora se algo estiver indo errado.
Soa muito mais fácil pra mim aquelas relações as quais há
certeza do que um representa pro outro, logo, estratégias são dispensáveis. E
se, realizadas, capazes de estragar.
“Vamos fugir” de manuais!
Sejamos mais naturais!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Morena dos lábios de mel
Pretendia escrever aqui o futuro
texto que darei à luz. Ele se tratará sobre mim. Necessidade de universitária.
Porém, olhando por um lado, eu mesma me olho enviesado. A questão, caras, é que
achei um tanto pretensão de minha parte dedicar um post inteiro a respeito de “quem
eu sou” num momento o qual eu nunca mais dei as caras por aqui.
Bom, queria agora escrever algo
que comovesse. Que emocionasse. Causasse impacto, admiração. Impressionasse. Não
seriam esses os objetivos das palavras? E depois você, nas entrelinhas,
percebesse que ninguém mais poderia ter sido a água da fonte que eu bebera para
me inspirar. E rejuvenescer.
Eu estaria em sintonia comigo
mesma se eu fosse capaz de provocar em você um sentimento que te fizesse
flutuar. Novamente, pegar carona nas entrelinhas e ascender às estrelas. Brilhantes,
acesas, amantes. De novo, te fazer se sentir mais novo. Um feto nadando nu no útero materno. Um bebê sendo aninhado no
colo, descansando ao som da melhor música de ninar de todas: os batimentos do
coração da protetora. Ou até alguém doente, ardente... de febre que percebe que
a CAMAcia não é mais um carma, não é mais um dos seus delírios e sim, um
confortável alívio.
Mas como despertar tudo isso se tudo são
linhas nada mais que linhas? Um pouco mais que linhas, novelo. Sem escrever
deste enredo um emaranhado de nó, uma novela, apelativa, piegas. Blah! Como despertar meu desejo se meus dedos estão dormentes? Tanto tempo que não escrevo... E agora,
mulher?
Bom, professores não me faltam. Deus
abençoe o Chico Buarque, o Carlos Drumond de Andrade. Deus abençoe essa menina
que não quebrou a cara enquanto quebrava a casca, bem-te-vi saindo do ovo. Poderia
ter sido como o quadro de Salvador Dali, o que um homem tenta sair dali de dentro do mundo, quase que
sufocado, claustrofóbico. Surreal. Mas não...
Eu bem te vi!
Por essa emoção, hoje quero
cuidar de ti. Balançar minhas pétalas para o pólen cair. E dele fazer mel. O
meu mel. Quem sabe assim, meu bem querer, você não encontra a cura?
Prova da minha doçura!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água por encanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água por encanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Interpretada por Maria Betânia
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Parede de vidro
“Ai que vontade danada de fazer xixi!”- murmurou a
adolescente sentada na poltrona da frente. Aquela ali que está se balançando.
Com a mão esfregando a barriga.
No
mínimo, ela já deve ter feito inúmeras artimanhas com o objetivo de espantar a
vontade. Acontece que simplesmente chega um momento o qual o psicológico não é
páreo para o bio. Lógico.
Ela já
resolveu sudoku,olhou pro relógio, já dormiu, olhou pro relógio,já leu poemas,
olhou pra paisagem,já pensou bobagem, olhou pro relógio mais uma vez...Ainda
assim, ela não arreda o pé, ou melhor, a bunda.=P
Entre
saculejadas dignas de navio, um raro instante de calmaria. O ônibus adentrara
algum centro urbano e como é característico desse ambiente, ficou parado num
congestionamento. (Se fosse no campo seria COWgestionamento? =D haha)
Quando
a situação beirou o insustentável, insegurável, a bixiguenta se levantou para
usar o curioso sanitário. (Provavelmente, aproveitando os minutos antes da
tempestade.) Bom, não coloquei nenhuma câmera lá, mas homem viajante que sou,
posso até imaginar o que ocorreu.
Primeiramente,
ela baixou as calças bastante ágil. Fez o que tinha de ser feito com certa
dificuldade, suas pernas ossudas sustentando seu corpo longilíneo (“preciso
entrar na academia”.)Segurando-se firme, observou o líquido aprisionado
circular tal qual uma cauda de chocolate posta no sorvete. Enfim, tudo isso,
pois o ônibus já recomeçara o movimento.
Pra ser
sincero, não achei estranhas a quantidade e diversidade de olhares de uns
pedestres à margem do coletivo. Olhares exasperados, surpresos, curiosos. Mãos
na boca, boquiaberta, mãos nos olhos das crianças, mãos em máquinas
fotográficas. Sorrisos maldosos, de desdém. Som “fiu fiu”, som gargalhante...
A
mocinha sai do salva-vidas sem sequer imaginar como foi atração e como foram os
seus quinze minutos de fama. Pobrezinha...
A
questão é esta:
Na moral, qual o
sentido em haver janela nos banheiros de ônibus?
;P
Marcadores:
conta outra,
cotidiano,
pensou alto
É psicãoLÓGICO
Estava eu, suada e sebosa, esperando o elevador que demorava, demorava...
Tinha acabado de percorrer alguns km de orla Maceioística.
Consequentemente, naquele momento, eu amargava uma mistura azeda de fadiga muscular, sede e suor – todos acompanhados de um calor que há ruas me perseguia.
Enquanto isso, nada do botão sair do vermelho.
“-Ufa! Até que enfim!” – ao menos o elevador de serviço chegou.
Mas justamente quem sai dele? Não, queridas, não é ELE querendo matar minha sede na saliva.
Saem do cubículo dois seres que babam por mim, isto é, dois cachorros. E, como não é de praxe deixar cães embarcar sozinhos (exceto a nave Apollo que foi para o espaço com um cão), estava lá, segurando as coleiras, a cachorra, loura chapada, de minimicroshortinho e mega salto máximo de alto: a minha vizinha do 71. Blah!
É de minha natureza ser atenciosa com todos. Pelo menos eu tento. Logo, com mais esforço do que de costume, perdi alguns minutos de banho, ah! Perdi o elevador, por sinal. Enfim, poderia ter perdido mais se não tivesse resolvido escrever isso aqui.
A fingidez transfigurada em mulher pairava a minha frente.
“-Gabiiii, quanto tempo! Acabei de ver seu pai saindo pro trabalho, cheirooso!”- a descarada disse isso e sorriu com seu jeito frenético.
“-Foi mesmo?”- tentei adotar um tom agradável, mas preferi concentrar minha atenção nos cachorrinhos. Animais estes que servem de desculpa pra ela rondar os arredores e balançar o seu próprio rabinho também.
Aí ela embarcou numa informação que me levou a refletir bem aqui no blog.
“-Olhe, Gabriela. Sei não, viu? Não é que essa cachorra daqui tá dando uns chiliques?”
“Como assim?”- perguntei, entre risonha e incrédula
“Simplesmente, desde que o Toty nasceu, ninguém pode encostar nele que ó o que ela faz.”- o jeito de falar me lembrou o daquela mulher de Caminho das Índias, a esposa do Abel...
O afago da pirua no filhote foi interrompido por rosnados e uma tentativa frustrada da mãe em morder a mão da dona.
“Viu, Bibi?! A situação chegou a um ponto que eu tive que levá-la num psicólogo!!”
Então, libertei-me dos meus devaneios “cadê o elevador?” e quis confirmar: “Psicólogo pra cachorro?”
“É... nunca ouviu falar? Dizem que é bom pra cachorro”
(ââÂâa^RR) “Ah! Hehe”- sorri maquinalmente.
(Haha Essa é boa. E eu fui descobrir o de humanos há pouco tempo...)
Me despedi rapidamente dando aleluia pela chegada do salvador.
Mas ainda assim, não consegui deixar de pensar:
Como deve ser a consulta?
;D
Tinha acabado de percorrer alguns km de orla Maceioística.
Consequentemente, naquele momento, eu amargava uma mistura azeda de fadiga muscular, sede e suor – todos acompanhados de um calor que há ruas me perseguia.
Enquanto isso, nada do botão sair do vermelho.
“-Ufa! Até que enfim!” – ao menos o elevador de serviço chegou.
Mas justamente quem sai dele? Não, queridas, não é ELE querendo matar minha sede na saliva.
Saem do cubículo dois seres que babam por mim, isto é, dois cachorros. E, como não é de praxe deixar cães embarcar sozinhos (exceto a nave Apollo que foi para o espaço com um cão), estava lá, segurando as coleiras, a cachorra, loura chapada, de minimicroshortinho e mega salto máximo de alto: a minha vizinha do 71. Blah!
É de minha natureza ser atenciosa com todos. Pelo menos eu tento. Logo, com mais esforço do que de costume, perdi alguns minutos de banho, ah! Perdi o elevador, por sinal. Enfim, poderia ter perdido mais se não tivesse resolvido escrever isso aqui.
A fingidez transfigurada em mulher pairava a minha frente.
“-Gabiiii, quanto tempo! Acabei de ver seu pai saindo pro trabalho, cheirooso!”- a descarada disse isso e sorriu com seu jeito frenético.
“-Foi mesmo?”- tentei adotar um tom agradável, mas preferi concentrar minha atenção nos cachorrinhos. Animais estes que servem de desculpa pra ela rondar os arredores e balançar o seu próprio rabinho também.
Aí ela embarcou numa informação que me levou a refletir bem aqui no blog.
“-Olhe, Gabriela. Sei não, viu? Não é que essa cachorra daqui tá dando uns chiliques?”
“Como assim?”- perguntei, entre risonha e incrédula
“Simplesmente, desde que o Toty nasceu, ninguém pode encostar nele que ó o que ela faz.”- o jeito de falar me lembrou o daquela mulher de Caminho das Índias, a esposa do Abel...
O afago da pirua no filhote foi interrompido por rosnados e uma tentativa frustrada da mãe em morder a mão da dona.
“Viu, Bibi?! A situação chegou a um ponto que eu tive que levá-la num psicólogo!!”
Então, libertei-me dos meus devaneios “cadê o elevador?” e quis confirmar: “Psicólogo pra cachorro?”
“É... nunca ouviu falar? Dizem que é bom pra cachorro”
(ââÂâa^RR) “Ah! Hehe”- sorri maquinalmente.
(Haha Essa é boa. E eu fui descobrir o de humanos há pouco tempo...)
Me despedi rapidamente dando aleluia pela chegada do salvador.
Mas ainda assim, não consegui deixar de pensar:
Como deve ser a consulta?
;D
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Era uma vez um crime num conto enfadonho
Eram duas da manhã, ela invade o apartamento. A porta estava aberta. Há muito já observara esse mau-hábito da família. Esforçando-se ao máximo para não fazer qualquer ruído, encostou a porta, aposentou os saltos com pena – ossos do ofício.
Andando vagarosamente na ponta dos pés, como se pisasse num campo minado, notou que todos da casa dormiam. Não seu um pio. Que tristeza, ela não podia miar.
Prosseguiu. Percorreu os cômodos se despedindo de cinto e sutiã, afinal, era mais cômodo. Foi se despindo, queria que os donos da casa soubessem que ela estivera no corredor que todo dia a intrusa escuta a tia da única criança da casa reclamar: “Correr aqui não!”
A garota de vestido curto (não interfere tanto nos movimentos) lembra da cena do dia em que adentrou o aposento, a convite da dona, pela primeira vez no ano.
Sorriu orgulhosa do argumento do pirralho: “Mas aqui não é um corredor?” –haha
Esperta, a jovem esbelta, articulou com desenvoltura um argumento infantil “Por isso mesmo, meu anjinho, correr + cair = machucados = dor” =B
Por ser capaz de fazer com que o pivete fizesse o que os adultos queriam, a babá logo foi ganhando confiança dos patrões. Mal sabem eles agora, que ela está a sós com o tesouro deles (para as leitoras mais materialistas, tesouro é pronome do sobrinho deles mesmo.)
Mal sabem os “sabe-tudo” que a ignorante matuta que sai aos sábados para o forró agora futuca o armário do menino. Mais precisamente a porta que guarda cobertores, toalhas – e travesseiros.
Sutilmente e coberta de coragem de fêmea protetora de filhotes contra predadores, ela apalpa o objeto e se prepara para o ato. O grand finale da noite...
Com cautela, em câmera lenta, suas mãos ocupadas vão cada vez chegando mais perto da criança. Dá pra ver o peito em miniatura dele arfar, subir e descer preguiçosamente.
Pena que isso será interrompido.
Ela envolve a cabeça do menino...
Pela parte de trás ^^
-Juquinha, seu menino levado, outra vez com preguiça de pegar o travesseiro!
Ele balbucia um sonolento “valeu”
;P
Assinar:
Comentários (Atom)
APRECIEM SEM MODERAÇÃO!






